Coronavírus


Autoridades religiosas analisam o cenário político do Covid-19

Os líderes religiosos comentam seus posicionamentos sobre a pandemia

| Foto: divulgação

Manaus – Sob perspectivas e impressões religiosas o Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner e o deputado João Luiz (Republicanos 10), líder da frente evangélica na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), comentam sob a perspectiva religiosa, suas impressões a respeito da pandemia de covid-19.

João Luiz, favorável a abertura dos templos, justificando que as igrejas devem atender as recomendações das organizações de saúde. “As igrejas têm sido solidárias realizando várias campanhas para colaborar com aqueles que, neste momento, não tem o alimento. É muito importante que continuem abertas, além disso, sabemos como receber as pessoas, respeitando as orientações determinadas pela OMS, a distância de 1,5m, controlando o fluxo de pessoas, utilizando álcool em gel e máscaras. Enfim, o papel da igreja é fundamental nesse momento, recebendo de forma individual as pessoas que desejam orientação espiritual, porque em meio a esta pandemia, as pessoas ficam fragilizadas espiritualmente, por isso ressalto a importância de os templos estarem com suas portas abertas”, comenta.

“Estamos em um Estado que garante a liberdade de culto, então não vejo necessidade de separar a política da religião, uma vez que o estado é laico e precisamos trabalhar em favor de toda a população amazonense”, conclui o presidente da Frente Parlamentar Cristã da Aleam e presidente da CDC/Aleam.

Momento de Fragilidade

Em entrevista para a arquidiocese de Manaus, o Arcebispo Dom Leonardo Ulrich Steiner, se posiciona sobre a pandemia do Covid-19 e como tem vivenciado o período. Buscando informações e oferecendo orientações pastorais e de saúde para as famílias, as comunidades, à sociedade. Com os presbíteros da Arquidiocese, procuramos orientar para que as pessoas se sintam unidas e se cuidem uns dos outros. A pandemia acontece no Brasil no tempo da quaresma o que me leva a meditar o mistério da vida e da morte. Como somos frágeis!

Sobre os discursos de autoridades brasileiras, por vezes contraditório, o arcebispo pontua. Infelizmente temos autoridades que subestimam a gravidade do momento. Tenho a impressão de que os pobres, os cidadãos fragilizados, não contam. Sentem-se tão seguras que desafiam a inteligência humana e o bom senso. A ciência e o bom senso convidam ao cuidado com a vida. A economia existe para o homem ou é o homem que deve servir à economia? É questão de horizonte que envolve a política”.

Na celebração que antecede a páscoa, o clérigo presidiu a Missa dos Ramos, solenidade que dá início à Semana Santa, no último fim de semana. A homilia realizada por Steiner, sem a presença dos fiéis, fez referência aos tempos de pandemia e foi transmitido ao vivo pela televisão, rádio e redes sociais da Catedral Metropolitana de Manaus.

“No meio da pandemia que vivemos pedimos que Jesus olhe para as portas de nossas casas assinaladas com os ramos verdes e afaste a morte e nos conceda vida. Olhe o nosso desejo de estarmos com ele nesses dias de sua paixão, cruz, morte e ressurreição. Como desejaríamos sair pelas ruas de nossa cidade, com os ramos, em uma grande procissão e participar do mistério de sua morte e vida. O nosso desejo hoje transforma-se numa multidão que nas casas aclama a Jesus e o acompanha, porque você e eu, todos nós entramos no santuário da salvação. Hoje, Ele entra no santuário que somos nós”, finaliza.