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    RECADO DA EXPERIÊNCIA


    Collor ironiza passeio de Bolsonaro de jetski durante a pandemia

    Afastado da presidência em 1992, Collor também passeou de jetski em meio a crise política daquele ano

    Bolsonaro passeia na crise sanitária da Covid-19 deste ano e Collor na crise econômica de 1992
    Bolsonaro passeia na crise sanitária da Covid-19 deste ano e Collor na crise econômica de 1992 | Foto: Reprodução

    Manaus - Eleito presidente da República em 1989 e afastado em 1992, por meio de um processo histórico de impeachment que o levou à renúncia, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, depois de provocado por comediante, reagiu neste sábado (9) ao passeio de jetski que o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez, no lago do Paranoá, às margens do Palácio do Alvorada, em Brasília, no mesmo dia em que o Brasil passou das 10 mil vítimas do novo coronavírus (Covid-19).

    No auge da crise política de 1992, Collor também foi fotografado passeando de jetski no lago do Paranoá e a comparação entre os dois políticos foi feita por meio de provocações no Twittter. Hoje senador por Alagoas (Pros), Collor usou uma citação famosa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), para responder as comparações. “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”.

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    Em abril, Collor já havia disparado críticas ao comportamento de Bolsonaro diante do atual cenário da maior crise sanitária do país, causada pelo novo coronavírus. “Cabe ao presidente da República reunificar o País. Mas, o que estamos vendo é a divisão entre pessoas, famílias e amigos. Isso é muito ruim. O problema é grave e de consequências imprevisíveis. Experiência não se transfere; se transmite. Eu já vi esse filme e não foi bom”, comentou no dia 22 de abril.

    Sem churrasco

    Antes do passeio despreocupado no lago, Bolsonaro havia anunciado que realizaria, no sábado (9), um churrasco para 30 pessoas no Palácio do Alvorada e que poderia colocar mais pessoas interessadas para dentro. Diante da repercussão negativa, ele não realizou o evento, mas resolveu passear na moto aquática. Antes disse na rede social que o churrasco era “fake news”, para dizer que o evento era mentira.

    Sem conseguir realizar o churrasco para 30 pessoas no sábado, Bolsonaro resolveu dar um passeio no Lago Paranoá
    Sem conseguir realizar o churrasco para 30 pessoas no sábado, Bolsonaro resolveu dar um passeio no Lago Paranoá | Foto: Reprodução

    Acompanhado de um segurança, ambos sem máscaras, item de uso obrigatório em áreas públicas do Distrito Federal, Bolsonaro cumprimentou e tirou fotos com apoiadores que se reuniam para vê-lo no píer de uma marina próxima ao palácio. A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é para que a população evite aglomerações. 

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, ocupantes de uma lancha, que faziam um churrasco dentro dela, filmaram o presidente se aproximando da embarcação e parando para conversar. Uma mulher brinca com o presidente e fala do churrasco anunciado por Bolsonaro: "A gente veio fazer o teu churrasco, né, cara", afirma ela.

    Durante a conversa com o grupo, eles falam sobre a crise do coronavírus. Bolsonaro usa a palavra "neurose" para descrever a situação e diz que "70% vai pegar o vírus, não tem como".