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    Política


    Município de Envira prestes a entrar em estado de calamidade

    A sede da Prefeitura está tomada por mato – foto: divulgação

    Com sete dias à frente da Prefeitura de Envira, Ivon Rates da Silva (PMDB) se depara com uma situação crítica: o município enfrenta uma série de problemas e irregularidades nas contas públicas.

    De acordo com dados preliminares, uma das questões mais preocupantes envolve a falta de água potável nas torneiras dos envirenses.

    A cobrança da tarifa de água foi suspensa devido ao não fornecimento. O prefeito destaca que um estudo preliminar demonstrou a incapacidade do poder público em oferecer o serviço, considerado indispensável à população.

    A situação de calamidade vem se arrastando desde a eleição, sendo agravado há três meses.

    O atual prefeito Ivon Rates afirma que ficou constatada a doação irregular de terrenos de propriedade do município para terceiros, no período de campanha. Segundo o prefeito, em alguns destes lotes funcionavam poços de captação de água potável, que foram destruídos ao darem lugar a residências.

    A precariedade no município atinge todos os serviços considerados essenciais, mas um dos mais preocupantes se dá na área da saúde: a falta de médicos. Segundo levantamento, o único médico à disposição do município estaria de férias.

    Tanto o hospital do município como os postos de saúde estão sem serviço médico e também sem profissional especializado para realização de exames.

    Outro problema envolve a precariedade na iluminação pública. Ivon Rates informa que quase 80% da cidade encontra-se às escuras.

    Dos 807 postes responsáveis pela iluminação pública na área urbana, a maioria está depredada, e apenas 130 em funcionamento. Com isso, gera-se um ambiente propício para crescimento da violência nos bairros e também uma sensação de insegurança, sem contar a dificuldade de locomoção no período da noite.