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    CONTRA A PANDEMIA


    Governo colhe resultados no enfrentamento à crise da Covid-19

    Mesmo diante de crise política criada pela oposição, Wilson Lima conseguiu ampliar atendimento e agora tem a redução de casos

    Mesmo com as melhorias, governador Wilson Lima manteve às recomendações das medidas de distanciamento social | Foto: Divulgação

    Manaus - Mesmo diante de uma crise política, o Amazonas inicia a semana com resultados sobre o bom funcionamento do sistema público de saúde e a redução do número de infectados e de óbitos, depois de mais de um mês de notícias de mortes e enterros a níveis acima da média, por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19). Mas, mesmo diante das melhorias, o governo mantém a recomendação do isolamento social e, caso seja necessário sair, que use a máscara e obedeça a todos os protocolos de distanciamento recomendados pelas autoridades

    Enquanto sofria uma tentativa de impeachment articulada pela minoria dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o governador Wilson Lima (PSC), se concentrou no trabalho como chefe de Estado, em busca de salvar o máximo de vidas. Nesse período crítico, o governador reordenou o funcionamento da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), ampliou a oferta de leitos e o fluxo no atendimento nas unidades da capital e interior.

    Como resultado, neste domingo (17), as redes sociais tinham um ar de esperança, com o compartilhamento de notícias positivas como o aumento do número de pacientes fora da zona de transmissão (10.600), além de imagens de unidades sem a presença de pessoas contaminadas com a Covid-19. Servidores de hospitais de portas abertas como o 28 de Agosto e o João Lúcio agradeceram e comemoravam a queda de casos graves da doença. 

    Com recursos próprios e apoio federal no envio de pessoal e equipamentos de proteção individual, Wilson Lima e sua equipe da Susam mudaram o quadro. Hoje, somente nas unidades administradas pela secretaria em Manaus, são 1.138 leitos para atendimento de pessoas contaminadas pela Covid-19, sendo 816 leitos clínicos, 243 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 79 de Sala Vermelha. Foi uma alta de quase 70% em relação aos 639 leitos disponíveis no início da pandemia.

    Entre esse números, o governo aponta o crescimento no atendimento no hospital de referência Delphina Aziz e o suporte oferecido pelo Hospital de Retaguarda da Nilton Lins. O local recebeu equipamentos comprados pelo governo, além de profissionais da saúde aprovados no concurso dos Bombeiros de 2009, além de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas enviados pelo governo federal.

    Para a titular da Susam, Simone Papaiz, a redução observada no fluxo de pacientes nas unidades de urgência e emergência da capital, nos últimos dias, reflete uma melhor resposta da rede de assistência frente à pandemia. A secretária alerta que, apesar da melhora no fluxo, com aumento na oferta de leitos, é precoce avaliar que a crise mais aguda da pandemia já passou.

    “O resultado é que em vários momentos podemos observar as salas rosas vazias. Isso é bom. Mas, por outro lado, a população não pode achar que o pior já passou. O isolamento social é importante, porque a curva de casos ainda é alta inclusive com o avanço no interior. Portanto, continuamos a pedir que fiquem em casa”, afirmou a secretária.

    Estado investiu R$ 23 mi no interior

    Com o avanço no enfrentamento à pandemia em Manaus, ainda considerado o epicentro da Covid-19 no Amazonas, Wilson Lima disse que agora o foco é melhorar o atendimento nos 61 municípios do interior do Amazonas por onde o vírus avança. Em parceria com prefeituras, o governo já implantou 636 Salas Rosas – leitos clínicos exclusivos para pacientes de Covid-19 –, além da ampliação de 67% no número de Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs).

    O suporte do governo aos municípios vai desde a liberação de recursos para os Fundos Municipais de Saúde ao envio de insumos; medicamentos; testes rápidos; cilindros de oxigênio; e equipamentos, como respiradores, monitores multiparamétricos e bombas de infusão, entre outros, para equipar leitos de UCI e de Sala Rosa.

    “Estamos concentrando o máximo de esforços para ajudar as prefeituras a enfrentarem a pandemia da Covid no interior, que tem apresentado evolução de casos. Além de mais de R$ 23 milhões liberados do FTI para a saúde do interior, estamos dando o suporte com equipamentos, medicamentos e insumos”, disse Wilson Lima, que no inicio da pandemia determinou a restrição no transporte de passageiros em embarcações, para conter o avanço da Covid-19 no interior.

    Discurso sobre cadáveres

    A recuperação do sistema de saúde também se reflete na queda do número de sepultamentos nos últimos dias. O governo espera também que recuem também os discursos inflamados sobre os cadáveres, que vinham sendo a principal bandeira dos deputados da oposição, na Assembleia Legislativa.

    No último no sábado (16), a prefeitura de Manaus registrou um total de 59 mortes nos cemitérios públicos e privados da cidade. Nos espaços administrados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), foram 51 sepultamentos. Já nos particulares, ocorreram oito enterros. Do total de sepultamentos e cremações no sistema público, 12 foram de óbitos em domicílio e 13 usaram o serviço do SOS Funeral, gerenciado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc).

    Entre as causas de morte, 11 pessoas tiveram no atestado a confirmação para Covid-19. Outras 11 foram registradas como causa desconhecida ou indeterminada e também 12 por motivo de síndrome ou insuficiência respiratória ou ainda parada cardiorrespiratória.