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    Batalha contra vírus


    'Existe melhoria, mas ainda não podemos comemorar', diz Arthur Neto

    Prefeito de Manaus observa que a cidade já vive melhorias em relação à pandemia, mas mantém ações preventivas a Covid-19

    Prefeito Arthur Neto diz que apesar da boa evolução no enfrentamento à Covid-19, ainda não há nada a comemorar | Foto: Mário Oliveira / Semcom

    Manaus - Em um apelo feito à população neste fim de semana, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), pede que sejam mantidos os cuidados preventivos e o respeito ao isolamento social. Para ele, a redução de chamados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) 192 e de sepultamentos nos cemitérios públicos, ainda não significam que a capital está livre da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

    Apesar do resultado de redução, o prefeito disse que não é hora de comemorar. “Quero deixar bem clara a posição da Prefeitura de Manaus e dizer que ainda não existe vitória de jeito algum. Não há nada a se comemorar a não ser uma pequena melhora. Se nós enterramos 59 pessoas e antes eram mais de 100, isso significa uma melhora. Se antes o SAMU não dava conta de atender aos chamados e agora recebe cerca de 60 por dia, também é sinal de melhora. Porém não há vitória. O que há é um progresso”, enfatizou o prefeito.

    Arthur Neto também citou o resultado do EpiCovid-19, o maior estudo populacional sobre o coronavírus no Brasil, coordenado pelo Centro de Pesquisa Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Um dos pontos apresentados na pesquisa é que na cidade de Manaus 11% da população pode estar contaminada pela Covid-19.

    “O resultado da pesquisa aponta que apenas 11% da população está, ou já teve, o novo coronavírus e a maioria é assintomática. Por outro lado, especialistas apontam que é necessário 50% da população se contaminar para chegarmos ao que chamam de ‘imunização de rebanho’, ou seja, ainda temos muita luta pela frente”, defendeu Virgílio.

    Mais de 200 mil

    O coordenador do estudo, Pedro Hallal, explica que está o levantamento está sendo realizado em 133 municípios brasileiros. Ele afirma que a amostragem de Manaus, apontou que mais de 200 mil pessoas tiveram ou têm infecção pelo novo coronavírus.

    “Esse número de Manaus é estarrecedor. Para se ter uma ideia, na Espanha, que foi um dos epicentros da pandemia na Europa, uma pesquisa similar encontrou 6% da população com anticorpos e em Manaus esse número é de 11%”, disse Hallal, reforçando que esses números são fundamentais para traçar políticas públicas de enfrentamento.

    A UFPel divulgou nota oficial explicando que vem encontrando resistência de gestores municipais de algumas cidades do Brasil, que impedem ou atrapalham a realização da pesquisa. A nota diz, ainda, que “o Brasil mereceria que todos os gestores municipais, das 133 cidades incluídas na pesquisa, tivessem o mesmo comportamento da Prefeitura de Manaus, a cidade mais afetada pela pandemia no país e que, mesmo assim, foi a primeira na qual a coleta de dados foi encerrada”, cita parte do documento.

    *Com informações da assessoria