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    GOVERNADORES


    Wilson Lima se reúne nesta quinta (21) com governadores e Bolsonaro

    Na manhã de ontem (20), o governador do Amazonas ajustou a pauta em reunião com outros 24 chefes de Estado

    Lima defendeu união sobre discurso da retomada da atividade econômica e mais testes de Covid-19 | Foto: Maurilio Rodrigues/Secom

    Manaus - O governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima (PSC), reuniu nesta quarta-feira (20), com outros 24 governadores para ajustar a pauta da audiência que eles terão com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e seus ministros, nesta quinta-feira (21), por videochamada. Lima defendeu convergência em torno das estratégias para a retomada gradual das atividades econômicas e que, com apoio federal, que os estados ampliem os testes de Covid-19 na população.

    Wilson Lima disse ainda, que o Ministério da Saúde tem atendido as demandas do Amazonas e que um suporte a mais será bem-vindo para que o Estado tenha condições de melhor identificar a evolução da Covid-19. “Naturalmente estamos fazendo os testes para saber aquelas pessoas que têm sintoma de coronavírus ou não, só que há muita subnotificação. Há pessoas que têm ou tiveram o coronavírus e não apresentam nenhum sintoma. Então, não sabemos exatamente como, por exemplo, aqui em Manaus, quantas pessoas já foram imunizadas ou pegaram o coronavírus”, disse o governador do Amazonas. 

    Pelo Twitter, Wilson Lima disse ainda que a reunião da manhã desta quarta serviu para que os governadores “ajustassem a pauta” que pretendem apresentar ao presidente e a seus ministros. “Será uma nova oportunidade para agradecer o apoio federal [ao Amazonas] e reforçar as demandas que ainda temos. A união de esforços é indispensável”, escreveu Lima.

    Abertos ao diálogo

    Após o término da reunião, o governador de São Paulo, João Doria, declarou que os chefes dos executivos estaduais estão abertos ao diálogo e buscando proteger a vida da população. “Hoje (20), fizemos uma reunião com 25 dos 27 governadores. O sentimento de São Paulo e, certamente, posso aqui interpretar, dos demais governadores, é para proteger a vida, obedecer a ciência, respeitar a orientação da medicina e [amanhã] fazermos uma reunião em paz”, disse Dória.

    O chefe do Executivo do Ceará, Camilo Santana, manifestou o desejo de que a conversa entre governadores e representantes do governo federal transcorra em clima “respeitoso e proveitoso, em benefício da população”. “Este não deve ser um momento de disputa partidária ou ideológica, mas da união de todos para ações efetivas para o Brasil”, escreveu Santana em sua conta pessoal no Twitter.

    Troca de experiências

    O governador do Maranhão, Flávio Dino, defendeu a importância da troca de informações, principalmente de experiências exitosas. “Este é o caminho. Temos que buscar as experiências dos estados. Nesse momento de distanciamento social e atividade econômica paralisada, precisamos ter cientificidade e método para sair da crise”, defendeu Dino na reunião.

    Wellington Dias, governador do Piauí, já tinha manifestado, ontem (19), que a reunião desta quinta-feira (21) é uma oportunidade para o país definir ações integradas e coesas de enfrentamento ao novo coronavírus e as consequências econômicas da pandemia. “Considero muito importante esse diálogo para um plano unificado e assim enfrentarmos juntos o inimigo em comum que é o coronavírus”.

    Outro governador que participou da reunião virtual desta manhã e que, desde ontem, já tinha se manifestado sobre a intenção de pedir ao governo federal tranquilidade para atender as orientações da comunidade científica e órgãos especializados foi o gaúcho Eduardo Leite.

    Em seu Twitter, Leite comentou a possibilidade da proposta de veto ao reajuste dos salários de servidores públicos ser um dos itens da discussão com Bolsonaro e seus ministros. “Se isso acontecer, manifestarei meu apoio a esse veto”, antecipou o governador do Rio Grande do Sul. “Além disso, farei um apelo no sentido de atendermos a ciência, dar segurança nas condições de enfrentamento ao coronavírus para garantir segurança à população para que, assim, possamos criar um ambiente [adequado] à retomada econômica”, acrescentou.