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    Eleições 2020


    Pré-candidatos concordam com mudança da data da eleição municipal

    Eles aceitam mudança desde que não haja prorrogação dos atuais mandatos de prefeitos e vereadores

    | Foto: André Rodrigues - Gazeta

    Manaus  - Pré-candidatos à Prefeitura de Manaus concordam com a possível mudança da data da Eleição Municipal deste ano, em razão dos riscos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Alguns, no entanto, defendem que a nova data não permita a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. A questão ainda será debatida na Câmara e no Senado Federal, que vai precisar alterar a Constituição Federal (CF), por meio de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC).

    Por conta das ameaças à saúde da população pela Covid-19, o pré-candidato a prefeito de Manaus, ex-governador David Almeida (Avante) avalia como positiva a iniciativa do Congresso Nacional de iniciar um debate sobre a possível mudança da data da eleição municipal, sem a postergação do mandato dos atuais prefeitos e vereadores. “Acho positiva toda iniciativa que seja para proteger a população. A eleição sendo no mesmo ano, sem prolongamento do mandado, não vejo problema nenhum”, avalio David Almeida

    Para o deputado federal Alberto Neto (Republicanos), apesar do momento pouco favorável às campanhas de rua, os eleitores devem eleger novos mandatário. “Estamos vivendo um momento delicado no país, onde toda nossa atenção tem que ser voltada para salvar vidas. Mas concordo com o adiamento, mas que não haja prorrogação do mandato”, declarou o deputado.

    Também pré-candidato, deputado federal José Ricardo (PT) já considera que a pandemia vai atrasar todo o cronograma e calendário instituído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele defende a manutenção do pleito, para renovação dos nomes políticos no poder. “Certamente o pleito será adiado para o final do ano, creio ser necessário avaliar essa questão, mas deve se garantir que as eleições ocorram. A eleição é uma medida que a população tem para debater as propostas para melhorar suas cidades, e o momento para renovar as administrações públicas e suas representações nas câmaras e nas prefeituras”, defende o deputado federal.

    Além de favorável ao adiamento, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Joelson Silva (Patriota), deixa claro que é contrário a prorrogação no mandato atual dos parlamentares. “A mudança não traria prejuízo algum ao processo eleitoral. Sou a favor do adiamento e manutenção de prazos para os atuais mandatos, por questão de segurança e pela saúde da própria população”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). 

    Orientações sanitárias

    O vereador Hiram Nicolau (PSD) destaca que a Câmara e o Senado devem pautar o adiamento balizados por orientações sanitárias e não apenas por questões políticas. E que novembro seja um mês provavelmente seguro para candidatos e eleitores “Não tenho pensado muito em eleições e campanha, por conta de estarmos longe da normalidade. Mas, acredito que o Congresso faça o melhor pela saúde e segurança da população e não tome nenhuma decisão pensando nos interesses próprios. Acredito ser ideal adiar (o pleito) para novembro, sem prorrogação de mandatos”, explicou o vereador.

    O vereador Gedeão Amorim (MDB) defende que o calendário usual estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa ser cumprido. “O momento agora é de total atenção à saúde pública. Mas precisamos que todos estejam preparados para um possível pleito, mas ressalto que sou favorável a manutenção do cronograma vigente”, reiterou o Professor.

    O atual prefeito de Carauari, Bruno Ramalho (MDB), diz que o foco da cidade (a 787 quilômetros de Manaus) é a contenção do novo coronavírus. No entanto para ele, qualquer decisão tomada nas instâncias superiores será apoiada. “Tenho estado tão envolvido com o combate à Covid-19, que nem tive tempo para pensar nisso (eleições). Do jeito que for decidido estou preparado, para mim não faz diferença”, concluiu Ramalho.

    Debate no Congresso

    Proposta de Emenda à Constituição, apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), nesta sexta-feira (15), adia em dois meses as eleições municipais em decorrência das medidas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19.

    De acordo com a proposta de Randolfe, que é líder da minoria no Senado, o pleito que elegerá prefeitos, vice-prefeitos e vereadores deve ser adiado de 4 de outubro para 6 de dezembro deste ano.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na terça-feira (19), que junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), irá montar uma equipe de deputados e senadores na próxima semana para debater o assunto.