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    Impeachment


    'Não cabe espaço para politicagem', reafirma Wilson Lima

    Governador reforçou que todos os esforços devem ser voltados ao combate à pandemia e a retomada da economia

    Wilson Lima comemorou levemente decisão do Tjam, de manter suspensa a tramitação do impeachment na Aleam | Foto: Reprodução

    Manaus - A decisão do Poder Judiciário que interrompeu o processo de impeachment contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o seu vice Carlos Almeida (PRTB) foi levemente comemorada pelo Chefe do Executivo, nesta quarta-feira (27), durante cerimônia do lançamento das obras de reestruturação do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio (HPSJL), localizado na Zona Leste.

    Sem o peso desse processo nas costas, Wilson Lima se disse mais focado na gestão do Estado e no enfrentamento a crise sanitária. Com leve crítica sobre o que chamou de “oportunismo”, ele reforçou que as atenções de todos os poderes do Amazonas devem estar focadas no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e na recuperação da economia amazonense.

    Declaração foi dada durante lançamento de obras de restauração do Hospital João Lúcio
    Declaração foi dada durante lançamento de obras de restauração do Hospital João Lúcio | Foto: Diego Peres - Secom

    “Nesse momento, toda nossa preocupação é voltada à saúde das pessoas, aos empregos e a retomada da economia no Amazonas. Qualquer coisa fora destas pautas de combate ao coronavírus é o oportunismo. Ainda existem muitas pessoas fazendo palanque do sofrimento dos cidadãos. No entanto, minha equipe e eu estamos trabalhando todos os dias 24 para salvar vidas. Não há espaço para politicagem neste momento”, disse Wilson.

    Durante discurso, o governador ainda disse estar tranquilo, sobre o pedido de impedimento que tramitava na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), suspenso após decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam). “Sigo com muita tranquilidade em relação ao pedido de impeachment, porque não há nenhuma alegação com fundamento legal para aceitação na Aleam. Essas prerrogativas também estão sendo tratadas no Poder Judiciário”, completou.

    Economia de 3 milhões

    Sobre as obras do hospital João Lúcio, que há 12 anos não recebia modificações, Wilson Lima ressaltou que a reforma do centro especializado de politraumatismo e neurocirurgia vai trazer uma economia de quase R$ 3 milhões aos cofres públicos do Estado.

    “Essa é a primeira grande intervenção, em uma das maiores unidades hospitalares da Zona Leste. A reforma ficará em torno de R$ 15 milhões, custeada com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Essa verba se trata de uma sobra do programa de saneamento dos igarapés, aqui ela será aplicada na manutenção do telhado, refrigeração, elevadores, parte elétrica e demais ajustes. Essas provisões nos farão economizar anualmente cerca de 40% em manutenção, algo de R$ 2,9 milhões”, explicou.

    De acordo com o governador, a obra será executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus (Seinfra) a partir de junho e deve ser concluída em até seis meses. A execução da obra, só foi possível após a autorização bancária do BID, que permitiu o remanejamento dos recursos às iniciativas voltadas ao combate da pandemia.

    Com a reestruturação do HPSJL, o governo espera que por meio de melhorias e adequações sejam capazes de amenizar à demanda hospitalar a médio e longo prazo.

    Fases

    A primeira fase das obras envolve serviços de recuperação de todo o sistema elétrico. Na segunda, será recuperada a cobertura do prédio. A terceira etapa inclui a recuperação do forro e do sistema de climatização, em julho.

    A quarta fase da obra começa em agosto, com a instalação de uma nova estação de tratamento de efluentes (ETE). Em setembro, inicia a quinta etapa, com a reforma da subestação abaixadora e do cubículo de entrada. A sexta e última fase inicia em outubro deste ano, com a revisão e revitalização de todo o sistema hidrossanitário e pavimentação.

    Segundo a Seinfra, a operação não afetará os investimentos já contratados, por se tratar de sobra de recursos fruto de elevada variação cambial, sem qualquer diminuição de recursos previstos em obras previstas para o Prosamim III.