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    Reação do Supremo


    Sara Winter foi presa por determinação de Alexandre de Moraes

    Sara Winter é uma das líderes do grupo "300 do Brasil", que acampou na Praça dos Três Poderes em Brasília sob o pretexto de apoiar o presidente Jair Bolsonaro, com convocações de guerra e integrantes armados.

    Ativista Sara Winter foi presa por determinação do ministro do supremo Alexandre de Moraes (foto)
    Ativista Sara Winter foi presa por determinação do ministro do supremo Alexandre de Moraes (foto) | Foto: Agência Senado

    BRASÍLIA (DF) - A ativista Sara Winter, uma das líderes da milícia armada que comanda ataques contra o Supremo Tribunal Federal, foi presa pela Polícia Federal nesta segunda-feira (15/6), por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada no âmbito de um inquérito que investiga atos antidemocráticos promovidos em março. 

    Ao deixar a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Sara Winter está presa, a defesa da militante disse que entrará com habeas corpus e que a prisão dela é política.. "Sabemos que são cinco dias de prisão preventiva, mas nós, como defesa, estamos entrando com habeas corpus. Vamos lutar de todas as formar porque sabemos que se trata de uma prisão política", disse a advogada Renata Félix.

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    Sara Winter é uma das líderes do grupo "300 do Brasil", que acampou na Praça dos Três Poderes em Brasília sob o pretexto de apoiar o presidente Jair Bolsonaro, com convocações de guerra e integrantes armados. Na ação, cinco outras cinco pessoas também foram presas, todas ligadas ao grupo.

    No sábado, a polícia militar do Distrito Federal desmontou o acampamento. Em seguida, os integrantes invadiram o Congresso e estouraram fogos de artifício em cima do prédio do Supremo, simulando um ataque, enquanto xingavam os ministros.

    Além disso, depois de virar alvo do inquérito das fake news, Sara Winter tinha gravado um vídeo ameaçando o ministro Alexandre de Moraes, dizendo que iria descobrir onde ele morava e infernizar a vida dele.

    Na véspera, outro militante bolsonarista, Renan Sena também foi preso. Ele é suspeito de ter narrado o vídeo em que os manifestantes lançam fogos contra o STF.Ele foi  liberado após assinar termo de comparecimento em juízo. 

    Renan Sena foi identificado como ex-funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.  Sena já tinha sido indiciado por injúria durante outro protesto, no início de maio, por xingar enfermeiras que participavam de ato em memória a vítimas da Covid-19.

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