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    SEM EDUCAÇÃO


    Abraham Weintraub ganha ‘presentão’ de Bolsonaro após deixar o MEC

    Ao anunciar saída do governo, ele ganha uma diretoria no Banco Mundial, onde quintuplicará o seu salário

    Ao lado de Bolsonaro, Weintraub anunciou saída depois de muito desgaste político e agora vai ganhar em dólar | Foto: Reprodução

    Manaus - Com a fama de pior ministro da Educação da história do Brasil, após 14 meses no cargo e em meio a desgastes dentro e fora do governo, Abraham Weintraub, comunicou, nesta quinta-feira (18), que deixará a pasta. Ao sair, ganha como presente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) uma diretoria executiva do Banco Mundial, onde quintuplicará o seu salário. Ele é o segundo ministro a cair do MEC e o sétimo a deixar o governo em menos de dois anos.

    Esperado desde o início da semana, o anúncio foi feito por vídeo divulgado nas redes sociais, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao seu lado. A sua saída ocorre em meio a um desgaste acumulado com o Supremo Tribunal Federal (STF), depois da revelação do conteúdo da reunião ministerial, do 22 de abril, no Palácio do Planalto, quando Weintraub chamou os magistrados de “vagabundos” e defendeu a prisão deles.

    “A gente tá perdendo a luta pela liberdade. É isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais… o povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. O povo tá querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”, disse na ocasião.

    Ganha em dólar

    No vídeo em que comunica sua saída do MEC, Weintraub diz que, após um período de transição na pasta, passará a atuar como diretor do Banco Mundial, a convite do presidente Bolsonaro. Nesse posto ele quintuplicará o seu salário. Passará a ganhar em dólar, o valor de US$ 21.547, o que na cotação de R$ 5,38, equivale a R$ 115.922 mensais. Como ministro, Weintraub ganha salário bruto de R$ 30.934.

    “É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. Busco implementá-lo da melhor forma possível. A confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade, sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, afirma Bolsonaro no vídeo.

    Membro da chamada “ala ideológica” do governo, ligada ao astrólogo Olavo de Carvalho, Weintraub assumiu o Ministério da Educação após a saída de Ricardo Vélez Rodríguez e acumulou uma série de polêmicas e desafetos.