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    POLO DE URUCU


    Arthur pede diálogo entre empresa e governo pela Petrobras no AM

    Estatal na anunciou que vai vender todas as concessões de exploração de gás e óleo na Bacia do Solimões

    Além dos empregos que gera, Arthur diz que Petrobras ajuda na preservação da floresta | Foto: Mário Oliveira/Semcom

    Manaus - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), diz que “é muito grave” para o Amazonas a saída da Petrobras, nas suas linhas de exploração de óleo e gás, na Bacia do Solimões, “em meio a uma economia enfraquecida pela qual estamos passando”. A petroleira anunciou na sexta-feira (27), a venda da sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestre localizadas na região entre os municípios de Tefé e Coari.

    “A Petrobras é uma das maiores empresas do Brasil, ou até da América Latina, e não pode sair da região mais fundamental para o país. Acredito que tem de haver um diálogo entre a cúpula da petroleira com a cúpula do governo do Estado, para uma negociação viável para os dois lados”, disse Virgílio.

    Em vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito de Manaus destacou a importância da geração de empregos que a empresa proporciona na região do interior do Amazonas, e a consequente preservação do meio ambiente. “Ela [Petrobras] ajuda a preservar a Floresta Amazônica em pé, está presente em uma área de mais de 350 quilômetros quadrados, por todas essas razões não podemos ver como inimigos e sim procurar manter como uma parceira permanente para eu nunca mais pense em sair do Amazonas, que tem uma grande perspectiva de futuro. Sair daqui não me parece uma ideia muito inteligente”, completou Arthur Neto.

    Setor mais competitivo

    Tornar o mercado de gás mais competitivo na região seria uma das alternativas para abrir um diálogo com a petroleira para continuar investindo em terras do Amazonas, mas o governo estadual vetou o Projeto de Lei nº 153/2020, que tinha como proposta regular o mercado de gás no Amazonas.

    “A Petrobras era uma empresa paquidérmica e, no primeiro momento, tomou um susto com a quebra do monopólio do petróleo. Eu votei a favor do fim, pois acho o monopólio um vício que deturba e torna preguiçoso. Depois disso, o desempenho da empresa melhorou. Acredito que uma abertura possa dar, ainda, mais gás à Zona Franca de Manaus, que perdeu este ano 46% do seu faturamento em relação ao ano passado em seus polos”, disse o prefeito.

    Para ele, com a saída da Petrobras, o Amazonas perde os investimentos em Urucu em um momento de economia combalida. “É o pior para o nosso Estado, uma situação que nos esvazia”, completa o prefeito. Ele reforçou, mais uma vez, que o diálogo entre a empresa e o governo é o melhor para o povo do Amazonas. “Tem que buscar um entendimento para que os dois possam lucrar, explorando de forma sustentável a região mais promissora do Brasil”, finalizou Virgílio.

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    *Com informações da assessoria