PROJETO POLÍTICO?


Carismática, primeira dama de Autazes descarta candidatura à Câmara

Nome de Divie Pinheiro tem ganhado força no município, mas ela diz que não pensa em disputar cargo político hoje

Ao lado do prefeito, primeira dama foca as suas atenções ao trabalho social, especialmente nos lares da zona rural | Foto: Silas Laurentino

Manaus - Como é a vida de uma primeira-dama? Acreditem, não é fácil. Divie da Silva Pinheiro, 37 anos, esposa do prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), conversou com o Em Tempo e falou um pouco de sua rotina diária. Mãe do pequeno Andreson Júnior de pouco mais de um ano de idade, Divie é formada em Marketing e abriu mão temporariamente do emprego para se dedicar às causas sociais do município.

Mulher com de característica forte, determinada e dona de um carisma bem popular, ela revela que gosta de fazer a diferença na vida das pessoas. Ao longo dos últimos anos, atuando como primeira-dama, seu nome tem ganhado força em Autazes. Contudo, ela garante que não pensa em disputar um cargo político nos dias de hoje.

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Algumas críticas nos levam a melhorias e aperfeiçoamento do desenvolvimento pessoal e profissional, portanto, retemos o que nos agrega, e as demais, descartamos. Os obstáculos foram feitos para serem vencidos e nos tornamos mais fortes, mais habilidosos "

Divie da Silva Pinheiro, primeira-dama de Autazes, sobre as inconveniências políticas

EM TEMPO - A senhora ocupa uma posição de destaque ao lado do prefeito de Autazes como primeira-dama do município. Qual o maior desafio desde que assumiu tal função?

Divie da Silva Pinheiro - A vida pública é uma escolha do Andreson, meu marido, e eu escolhi estar com ele. É inevitável que haja certa exposição de nossa família, mas eu sou mais reservada. Tive muitas ideias sociais e pensava apenas no propósito final dessas causas, mas minha exposição acaba sendo inevitável, e esse foi o primeiro dos muitos desafios. Além disso, conquistar a confiança das famílias, levar carinho e alegria, porque a realidade é muito dura, e se torna muito gratificante proporcionar momentos bons, através das ações de Páscoa, Dia das Mães, das Crianças e o Natal, ainda que desafiador. Hoje, com a pandemia vemos que a realidade bate à porta muitas vezes de forma cruel. Adotamos as medidas de segurança e permanecemos mostrando que nosso trabalho é de fato humanizado e que não somos a gestão do "pão e circo", buscamos manifestar total apoio e solidariedade junto às famílias, então, nossas ações têm sido voltadas para o atendimento humanizado e pessoal. Ir em todas as casas da zona rural, com certeza tem sido outro grande desafio, porém, gratificante, e com a bênçãos de Deus estamos conseguindo.

ET - A senhora desenvolve ações participativas na gestão municipal, priorizando o lado social. Poderia citar algumas atividades do seu dia a dia junto às comunidades?

DP - No dia a dia, acompanho uma equipe composta por Assistente Social e Psicóloga, que realiza visitas domiciliares às famílias. As demandas são identificadas e temos como prioridade o público que se encontra em vulnerabilidade social, visando atendimento humanizado, além do técnico, garantindo que as famílias tenham acesso às informações, possibilitando o desenvolvimento de sua autonomia pessoal. Ao mesmo tempo, buscamos desenvolver uma relação de parceria com as secretarias que trabalham para a assistência das famílias para que elas não sejam dependentes exclusivas da mão amiga do poder público municipal.

ET - A senhora tem pretensões em ocupar uma vaga na Câmara Municipal de Autazes?

DP - Como mencionei anteriormente a exposição é um desafio para mim, portanto, hoje não tenho pretensão política alguma, mas reconheço que a relação que tenho com essa exposição mudou, então não sabemos o que esperar do futuro.

ET - Como a senhora enfrenta as inconveniências da política, como falta de privacidade, críticas e obstáculos?

DP - Lidar com a falta de privacidade em algumas circunstâncias acaba sendo inevitável, mas com paciência, que nem sempre é fácil, e também com minha experiência no ramo de hotelaria acredito que tenho conseguido "tirar de letra". Quanto às críticas, também são inevitáveis. Em particular, me preocupo se tem fundamento e faz sentido, e observo a origem delas. Não vejo como algo negativo em sua totalidade, pois temos limitações, somos humanos em constante evolução e errar faz parte. Algumas críticas nos levam a melhorias e aperfeiçoamento do desenvolvimento pessoal e profissional, portanto, retemos o que nos agrega, e as demais, descartamos. Os obstáculos foram feitos para serem vencidos e nos tornamos mais fortes, mais habilidosos e mais aptos para encarar as fases mais difíceis, porém, satisfatórias, pois não recuamos diante deles. Enfrentamos e vencemos.

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Nesse trabalho, tive a oportunidade também de conhecer pessoas e histórias que me motivam a fazer cada vez mais, a me importar cada vez mais, o que me proporciona crescimento pessoal, sem contar com o carinho que recebemos em forma de uma recepção calorosa "

Divie da Silva Pinheiro, primeira-dama, sobre o papel que ocupa

ET - A dedicação como primeira-dama não é uma atividade remunerada. Este fator não desanima a luta por melhorias no município?

DP - Sempre trabalhei, ganhei meu espaço e tinha independência financeira, mas para dar apoio ao meu esposo, abdiquei por um tempo da minha vida profissional para estar ao lado dele. Então, optei pela causa social para tornar esse apoio mais concreto. No entanto, fui surpreendida com a satisfação pessoal de receber o sorriso inocente de uma criança, o abraço grato de um pai, de uma mãe, e esse passou a ser meu pagamento. Nesse trabalho, tive a oportunidade também de conhecer pessoas e histórias que me motivam a fazer cada vez mais, a me importar cada vez mais, o que me proporciona crescimento pessoal, sem contar com o carinho que recebemos em forma de uma recepção calorosa, ou com tucumã, queijo, macaxeira e outras manifestações de carinho por parte dos moradores da zona rural, que dão o que tem, sem exigir nada em troca. Confesso que isso é um presente que aquece o coração de qualquer pessoa.

ET - A dedicação como primeira-dama não é uma atividade remunerada. Este fator não desanima a luta por melhorias no município?

DP - Sempre trabalhei, ganhei meu espaço e tinha independência financeira, mas para dar apoio ao meu esposo, abdiquei por um tempo da minha vida profissional para estar ao lado dele. Então, optei pela causa social para tornar esse apoio mais concreto. No entanto, fui surpreendida com a satisfação pessoal de receber o sorriso inocente de uma criança, o abraço grato de um pai, de uma mãe, e esse passou a ser meu pagamento. Nesse trabalho, tive a oportunidade também de conhecer pessoas e histórias que me motivam a fazer cada vez mais, a me importar cada vez mais, o que me proporciona crescimento pessoal, sem contar com o carinho que recebemos em forma de uma recepção calorosa, ou com tucumã, queijo, macaxeira e outras manifestações de carinho por parte dos moradores da zona rural, que dão o que tem, sem exigir nada em troca. Confesso que isso é um presente que aquece o coração de qualquer pessoa.

ET - Que avanços em Autazes a senhora pode citar frutos da sua participação enquanto primeira-dama?

DP - Eu gosto de ser útil, de saber que tenho a oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém, mas nada disso seria possível sozinha. O trabalho em equipe é fundamental, e temos pessoas comprometidas que com certeza fazem toda a diferença. A ação do Dia das Crianças 2019, por exemplo, foi uma verdadeira troca de amor e alegria, como é bom fazer uma criança sorrir, e o trabalho da equipe foi singular. A brincadeira para nós era séria e os frutos foram doces e impagáveis, dessa forma, conseguimos envolver os profissionais e instigar neles a importância da humanização em cada trabalho realizado. Uma equipe comprometida é o que garante o avanço e o sucesso do trabalho.

ET - Quais são os principais projetos que a senhora está conseguindo executar neste ano de 2020?

DP - Tínhamos muitos planos para 2020, mas a pandemia nos forçou a mudar e ajustar o roteiro. Mais do que nunca, precisávamos mostrar que todas as ações realizadas nos anos anteriores faziam sentido, ainda que de forma diferente. O isolamento e o distanciamento social fez o Dia das Mães ser algo atípico de tudo que imaginávamos. A demonstração de amor e cuidado estava em manter o distanciamento, e o tradicional foi substituído pela distribuição de máscaras e álcool. A pandemia não acabou, e o trabalho continua seguindo as orientações de segurança, orientando as famílias quanto à prevenção ao Covid 19, entregando também material de limpeza às famílias em vulnerabilidade do município.