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    Política


    Vereadores discutem nesta quarta redução salarial do prefeito

    Saraiva vai comandar primeira sessão como o novo dirigente da CMM – foto: Diego Janatã
     
    A Câmara Municipal de Manaus (CMM) realiza nesta quarta-feira, às 9h, uma sessão extraordinária para discutir a redução dos vencimentos salariais do prefeito Arthur Neto (PSDB), do vice-prefeito, Hissa Abrahão (PPS), além dos secretários e subsecretários municipais.
     
    Na pauta, também está a instalação das 20 comissões técnicas permanentes, que deverão dar suporte aos trabalhos do Legislativo. A primeira comissão é a mesa diretora da casa, eleita pelos demais vereadores no dia 1º de janeiro deste ano.
     
    De acordo com o presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva (PSDB), a sessão extraordinária foi solicitada pela mesa diretora do Legislativo municipal e a instalação se deu devido à urgência das duas pautas em discussão, que não poderiam esperar a abertura dos trabalhos legislativos, agendada para o dia 6 de fevereiro. A expectativa é que os 41 vereadores participem da sessão, apesar do recesso legislativo.
     
    Porém, para que a sessão inicie no plenário Adriano Jorge, será necessária a presença de 2/3 dos eleitos, o que representa 28 vereadores.
     
    “Na semana passada fizemos contato com os parlamentares e recebemos a garantia de que todos estariam presentes no plenário. Essa discussão sobre a instalação das comissões permanentes é importante para o avanço dos trabalhos na casa legislativa. E a outra pauta, relacionada à remuneração salarial do prefeito, é de extrema urgência, pois ele (Arthur Neto) já declarou que deseja receber a partir deste mês o seu salário sem o reajuste”, ressaltou Saraiva. O presidente da Câmara frisou que essa convocatória não será remunerada.
     
    AcréscimoO aumento de salário foi votado no dia 19 de dezembro do ano passado quando a CMM realizou a última sessão plenária. Com os acréscimos, os salários de secretário, que eram de R$ 15 mil passaram a R$ 18 mil, e dos subsecretários, que era de R$ 14 mil subiu para R$ 17 mil.
     
    Já o salário do prefeito, que era R$ 18 mil foi para R$ 24 mil, e do vice-prefeito, de R$ 17 mil saltou R$ 23 mil. Se houver esse reajuste as despesas da prefeitura sofreriam aumento da ordem de R$ 2, 4 milhões, já incluindo o 13º salário. “Seria um inchaço na máquina pública, e estamos em período de economias”, ressaltou.