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    Autonomia do Banco Central


    Braga garante defesa do pleno emprego como atribuição do Banco Central

    O senador lembrou que, “em momentos de recessão e elevado desemprego, um banco central independente não pode ignorar totalmente a situação do mercado de trabalho

    Além do controle inflacionário, a autoridade monetária passa a ter como atribuição a fomentação  do pleno emprego
    Além do controle inflacionário, a autoridade monetária passa a ter como atribuição a fomentação do pleno emprego | Foto: Divulgação

    Manaus - Um dos principais pontos previstos no projeto de autonomia do Banco Central, aprovado na último terça-feira (03) pelo Senado Federal, foi garantido por emenda do senador Eduardo Braga (MDB).

    Além do controle inflacionário, a autoridade monetária passa a ter como atribuição a fomentação  do pleno emprego. 

    “Tenho a convicção de que precisamos ter um banco central contribuindo para a promoção do crescimento e do emprego, inclusive por meio da política de crédito. Isso dará foco ao BC, colocando o Brasil ao lado das principais grandes economias mundiais”, justificou o senador, no texto da emenda.

    Recessão

    Braga lembrou que, “em momentos de recessão e elevado desemprego, um banco central independente não pode ignorar totalmente a situação do mercado de trabalho, aumentando juros para perseguir o objetivo único de inflação baixa, dado o custo de mais desemprego e perda de bem-estar para o conjunto da sociedade”.

    O duplo comando do Banco Central vinha sendo defendido há tempos pelo líder do MDB.

    A definição clara dos objetivos da autoridade monetária  era essencial, segundo ele, para que a concessão da autonomia formal não significasse um “cheque em branco” à autarquia.

    Eduardo Braga reiterou, nas redes sociais, que aprovar a autonomia do Banco Central, com mandato fixo e regras claras para a nomeação e demissão de seus dirigentes, é fundamental para evitar pressões políticas sobre a autoridade monetária.

    Ele também deu seu voto favorável ao projeto que permite depósitos voluntários remunerados de instituições financeiras ao Banco Central.

    “Esse é um instrumento importante para dar ao BC maior capacidade de operação. Com uma expansão monetária saudável, será possível, inclusive, ampliar o repasse de crédito”, argumentou. 

    As duas matérias seguem agora para discussão e votação na Câmara dos Deputados.

    *Com informações da assessoria 

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