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    Biden escolhe Antony Blinken para ser secretário de Estado

    Blinken tem 58 anos e é um dos assessores mais próximos de Biden

    A escolha de Blinken não é uma surpresa. O seu nome era o com mais força entre as três opções de Biden
    A escolha de Blinken não é uma surpresa. O seu nome era o com mais força entre as três opções de Biden | Foto: Divulgação

    Mundo - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, deve anunciar na próxima quarta-feira (24) a nomeação de Antony Blinken como secretário de Estado.

    Blinken tem 58 anos e é um dos assessores mais próximos de Biden. O novo chefe de Estado foi o “número dois” do Departamento de Estado durante os últimos anos da Presidência de Barack Obama, de 2015 a 2017.

    A escolha de Blinken não é uma surpresa. O seu nome era o com mais força entre as três opções de Biden (uma era Susan Rice, ex-assessora de Segurança Nacional da Casa Branca; e a outra, o senador democrata Chris Coons).

    Blinken terá a missão de aproximar os Estados Unidos de seus aliados e daqueles que se distanciaram do país sob o governo de Donald Trump.

    Se confirmado pelo Senado, Blinken terá a missão de integrar novamente os EUA no Acordo de Paris contra a mudança climática, no acordo nuclear com o Irã e na OMS (Organização Mundial da Saúde).

    O futuro secretário disse há alguns meses que, se Biden chegasse ao poder, ele procuraria aumentar a ajuda a países como Guatemala, Honduras e El Salvador para combater as causas que geraram a imigração ilegal dos cidadãos desses países aos EUA.

    Em relação à Europa, Blinken disse acreditar que os Estados Unidos devem reconhecer o continente como um aliado “ao qual se deve acudir como primeiro recurso e não como o último”.

    Blinken também deve mudar o rumo da guerra comercial com a China a partir de iniciativas multilaterais em matéria de comércio, investimento em tecnologia e direitos humanos.

    Como assessor de Segurança Nacional durante a vice-presidência de Biden (2009-2017), Blinken ajudou a desenvolver a resposta dos Estados Unidos à instabilidade no Oriente Médio durante a Primavera Árabe, em 2011. No entanto, já reconheceu que o futuro governo de Biden poderá dedicar menos recursos ao Oriente Médio, dado o trabalho pendente em outras áreas.

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