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    Segundo turno


    David Almeida e Amazonino se enfrentam em primeiro debate na TV Norte

    O candidato do Podemos não apresentou propostas, utilizando o espaço apenas para atacar seu adversário e relembrar o que já fez em Manaus, quando exerceu mandatos políticos

    Este foi o primeiro debate do segundo turno e também o primeiro com a presença de Amazonino Mendes
    Este foi o primeiro debate do segundo turno e também o primeiro com a presença de Amazonino Mendes | Foto: Divulgação

    Manaus - A quatro dias do dia da votação para eleger o próximo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e Amazonino Mendes (Podemos) se enfrentaram no primeiro debate do segundo turno das eleições municipais nesta ano. Na ocasião, Amazonino focou apenas em destacar seu histórico de ações feitas em suas gestões anteriores e atacar seu adversário, enquanto David se preocupou em apresentar os projetos que pretende implantar, caso eleito. 

    Realizado na quarta-feira (25) pela TV Norte de Comunicação, afiliada do SBT em Manaus, foi o primeiro debate televisivo em que o candidato do Podemos esteve presente. Desde o início da campanha eleitoral, Amazonino seguiu afirmando que sua ausência em encontros presenciais era uma forma de se prevenir contra contaminação pelo novo coronavírus. Em diversos momentos do debate os candidatos trocaram alfinetadas e chegaram a acusar um ao outro de estarem mentindo sobre determinadas acusações. 

    David Almeida foi o primeiro a ter espaço para falar sobre suas propostas. Sobre a Saúde, o candidato reafirmou o projeto de construir, em seis meses, seis Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já Amazonino, apenas relembrou os hospitais e prontos-socorros que construiu em mandatos anteriores.

    Ao serem questionados sobre a infraestrutura urbana, Almeida relembrou que Amazonino, quando governador, vendeu a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), empresa responsável pelo tratamento de esgoto e distribuição da água. O processo de privatização da companhia resultou em tarifas mais altas ao consumidor e, mesmo assim, 20 anos depois, a concessão de água ainda não atende a toda população. Mesmo sem certeza absoluta sobre a acusação, Amazonino negou a venda e disse que não se lembra de ter vendido a empresa, acusando o adversário de estar mentindo. 

    "O candidato mente. Eu não vendi nada, não me lembro. O que houve foi uma licitação correta, tranquila, nacional. Se eu não me engano foi feito com bolsa de valores, da maneira mais transparente possível. E a Cosama está aí, não foi vendida. Esse negócio de piorou? Não piorou. O candidato quer me confundir, cuidado, parece que estou vendo um filme", defendeu Amazonino.

    Auxílio social adiado

    Questionando a proposta do adversário, que promete conceder um auxílio social no valor de R$ 300,00 a famílias de baixa renda, David indagou o adversário sobre ter adiado o inicio do beneficio, caso seja eleito. No início de sua campanha, Amazonino chegou a afirmar que, se eleito, implementaria o benefício já no primeiro dia de gestão, já em entrevista caiu em contradição e afirmou que o auxilio demoraria um pouco mais para ser concedido. 

    Como resposta, Amazonino reafirmou sua intenção de dar o auxílio, mas explicou que é necessário que a proposta passe pela aprovação da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o que impossibilita que seja posta em prática no primeiro momento, caso seja eleito.

    Acusado pelo adversário, mais uma vez, de estar sendo apoiado pelo atual governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima (PSC), David reafirmou sua independência e garantiu que não tem nenhum tipo de ligação com os nomes do atual poder político em Manaus.

    "Eu sou um candidato independente. Estou há três eleições lutando contra Amazonino, Eduardo, Omar, Arthur, Alfredo. Eu sou candidato para reestabelecer os fatos nessa cidade. Eu estou sendo processado pelo Wilson Lima, por exatamente falar o que eu falo: a verdade. Sou independente, não me curvo a caciques", destacou. 

    No bloco seguinte, o tema abordado foi sobre as propostas voltadas às escolas de ensino básico e creches. O candidato do Avante destacou sua intenção de oferecer sete mil novas vagas em creches, no seu primeiro ano de mandato, caso eleito, e relembrou que Amazonino havia prometido a construção de mil creches, em sua última campanha, mas nada foi concretizado. Em resposta, Amazonino Mendes afirmou que a informação de que havia prometido mil creches era falsas. O candidato explicou que, na época, o que havia era um projeto intitulado 'Mãe Social'. 

    "Em um ano, eu vou abrir sete mil novas vagas em creches. Em um ano nós vamos fazer mais do que todos os prefeitos que me antecederam, inclusive os prefeitos que foram eleitos mentindo, dizendo que iriam construir mil creches. Nós vamos fazer creches com a iniciativa privada, no caso, as igrejas evangélicas, católicas, as entidades filantrópicas e as creches particulares. Nós vamos gerar empregos aos professores, merendeiros, pedagogos e pessoas que trabalham com a educação infantil", afirmou David.

    Já nas considerações finais, Almeida destacou sua experiência na gestão pública, quando foi governador interino, e afirmou que conhece os problemas de Manaus, por ter vivenciado todos eles. Apesar da idade avançada e demonstrando dificuldade em argumentar propostas, Amazonino defendeu sua experiência, de prefeito e governador, e afirmou que se considera capaz de fazer bons feitos para a capital amazonense.

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