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    'Supremo não permitirá desconstrução da Lava Jato', afirma Fux

    O ministro citou a Operação Mãos Limpas, na Itália, como exemplo a ser evitado, que segundo ele passou por um processo de desconstrução por meio de ataques à atuação do Judiciário

    A declaração do ministro foi feita durante a abertura do 14º Encontro Nacional do Poder Judiciário
    A declaração do ministro foi feita durante a abertura do 14º Encontro Nacional do Poder Judiciário | Foto: Divulgação

    Brasil - A declaração de que o Supremo Tribunal Federal (STF) não permitirá a desconstrução da Operação Lava Jato foi feita pelo ministro Luiz Fux, presidente do STF, neste quinta-feira (26). Fux destacou ainda a mudança feita recentemente, que prevê a análise de todos os processos criminais pelo plenário como iniciativa nesse sentido. 

    Em junho, os ministros do Supremo aprovaram, por unanimidade, uma iniciativa de Fux e devolveram das turmas para o plenário a competência originária para julgar inquéritos e ações penais. 

    “O Supremo Tribunal Federal não permitirá que haja a desconstrução da Operação Lava Jato”, afirmou Fux. “Todas as ações penais e todos os inquéritos passaram para responsabilidade do plenário porque o Supremo Tribunal Federal tem o dever de restaurar a imagem do país ao patamar de dignidade, de cidadania, de ética e de moralidade do próprio país”, acrescentou.

    As declarações foram dadas durante palestra de abertura do 14º Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão também presidido por Fux.

    Em sua fala, o ministro citou como exemplo a ser evitado a Operação Mãos Limpas, na Itália, que segundo ele passou por um processo de desconstrução por meio de ataques à atuação do Judiciário e de iniciativas que enfraqueceram leis de combate à corrupção.

    Fux defendeu a atuação do juiz Sergio Moro e do Ministério Público Federal (MPF) no desmonte do esquema de desvios em contratos da Petrobras. Para aumentar a eficiência do combate à corrupção, o ministro defendeu o endurecimento das leis do país “no plano da coerção e da reparação de danos”.

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