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    Eleição do Legislativo


    Aleam mantém discrição sobre eleição da presidência da Casa

    Mesmo sem candidaturas confirmadas, articulações dos bastidores já possibilitam que alguns nomes se lancem na disputa para assumir o próximo biênio

    Aleam ainda mantém discrição sobre a eleição da liderança da Casa para o próximo biênio
    Aleam ainda mantém discrição sobre a eleição da liderança da Casa para o próximo biênio | Foto: Divulgação

    Manaus - A eleição para definir o próximo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), prevista para acontecer no dia 17 de dezembro, já movimenta os bastidores da Casa Legislativa. Embora os parlamentares ainda prefiram não confirmar publicamente suas candidaturas, alguns nomes para ocupar a liderança recebem destaque, principalmente integrantes da base de apoio ao Governo do Estado do Amazonas.

    A escolha do líder da Aleam ocorre a cada dois anos e de acordo com o regimento interno deve ser realizada até o último dia de sessão plenária antes do recesso parlamentar. Neste ano, a corrida para quem vai assumir o próximo biênio (2021-2022) à frente da Casa Legislativa já começa a se iniciar e por tradição, o nome a ser eleito para a presidência deve ser um dos deputados que tiver maior afinidade com o Executivo estadual. 

    Mesmo sem grandes articulações, já é possível definir alguns dos possíveis nomes que concorrerão na disputa. Pela oposição, a possibilidade é do deputado Wilker Barreto (Podemos). Para o cientista político Helso Ribeiro, é pouco provável que um deputado novato tenha chances de ser eleito, mas não descarta a possibilidade de Roberto Cidade (PV), e ainda de Alessandra Campêlo (MDB) e Belarmino Lins (PP) se candidatarem para ocupar a liderança. 

    "Eu não vejo possibilidade de um deputado de primeiro mandato assumir a presidência da Aleam. Mas é tudo especulação, acredito que na segunda-feira a largada será dada para esse novo debate", afirmou. 

    Josué Neto provavelmente buscará a reeleição na Mesa Diretora
    Josué Neto provavelmente buscará a reeleição na Mesa Diretora | Foto: Divulgação

    O deputado estadual Josué Neto (PRTB), que provavelmente buscará uma reeleição, perdeu força após se tornar um dos principais opositores do atual governador, Wilson Lima (PSC). Até o início de 2019, quando seu mandato teve início, Neto era apoiador do Governo. Hoje, o deputado se vê sem o apoio que recebeu há dois anos. Aguardando o fim da eleição municipal, Josué Neto declarou apenas que "esse é o momento em que todos os colegas conversam entre si".

    Campêlo disse que poderá se candidatar, caso consiga receber o apoio de outros deputados
    Campêlo disse que poderá se candidatar, caso consiga receber o apoio de outros deputados | Foto: Divulgação

    A atual vice-presidente da Mesa Diretora, deputada Alessandra Campêlo é uma das principais parlamentares cotadas para assumir a presidência da Casa Legislativa ao lado da possível vice, a deputada Joana Darc (PL) e apesar de não confirmar sua candidatura, justificando que seu foco é a Lei Orçamentária Anual (LOA), Campêlo disse que poderá se candidatar, caso consiga receber o apoio de outros deputados.

    "Devemos trabalhar esse cenário no momento certo. Agora estou focada na discussão da Lei Orçamentária Anual, que deverá refletir as necessidades do momento pós-pandemia. Só serei candidata se achar que tenho apoio da maioria dos colegas porque acredito que independente de estar ou não na presidência, precisamos de um grupo grande de deputados preocupados com o bem do estado. A assembleia tem que ser palco de pautas positivas e favoráveis à população", afirmou.

    Já Serafim Corrêa (PSB) descartou qualquer possibilidade de compor uma chapa na disputa. "Não serei candidato a nenhum cargo na mesa. Não há ainda grupos formais pela disputa. Como o governo tem 18 deputados que seguem a sua orientação, a indicação do governador vai ter um peso grande".

    Os deputados Adjunto Afonso (PDT) e Delegado Péricles (PSL) afirmaram que só devem se manifestar após o segundo turno das eleições municipais. Procurados pela equipe de reportagem, os parlamentares Belarmino Lins (PP) e Fausto Jr. (PRTB) não se manifestaram sobre possível candidaturas. 

    Aliados 

    Para o cientista político Carlos Santiago, é eleito para a presidência da Casa um dos deputados que tiver maior afinidade com o Executivo estadual, a escolha faz parte da estratégia governista.

    "Independente de idade, sexo, quantidade de votação, de ideologia, vence aquele preferido do governador, isso é uma tradição da política amazonense. A Assembleia, deveria ter como princípio, a autonomia, independência, com relação ao poder executivo. No entanto, para presidente do Legislativo estadual, pela tradição da política amazonense, sempre vence aquele que é indicado pelo governador", afirmou.

    O cientista político explicou também que essa é uma escolha estratégica. Há duas grandes atribuições do presidente da Casa Legislativa, que podem favorecer ou não o Governo. Uma delas, é que o presidente é o responsável por dar agilidade aos processos e decidir o que será pauta para votação. A outra, é o poder de acatar um possível pedido de impeachment.

    "A primeira delas é que é o presidente que faz a pauta das matérias de votação. O presidente é quem diz o que deve e não deve ser votado pelos parlamentares, ele que dá agilidade e andamento nas votações. A segunda é que é ele que acolhe ou não o pedido de impeachment do governador, do vice-governador e dos secretários. Então, para um cargo tão importante e estratégico, o executivo, por tradição, sempre elege o seu preferido", destacou o especialista.

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