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    Eleições 2020


    Crivella tem a menor votação da história em segundo turno no RJ

    Crivella conquistou apenas 35% dos votos válidos, enquanto Paes foi eleito prefeito com 64% dos votos

    Até então, o pior desempenho de candidato a prefeito do Rio de Janeiro havia sido de Sérgio Cabral (MDB), em 1996
    Até então, o pior desempenho de candidato a prefeito do Rio de Janeiro havia sido de Sérgio Cabral (MDB), em 1996 | Foto: Divulgação

    Brasil - Sendo o primeiro prefeito do Rio que não conseguiu se reeleger desde 2000. O atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), teve a menor votação na história da cidade em segundo turno. Na votação do último domingo (29), Crivella perdeu para Eduardo Paes (DEM).

    Paes teve o maior número de votos em todas as zonas eleitorais da cidade e obteve 64% dos votos válidos, contra 35% de Crivella.

    Até então, o pior desempenho de candidato a prefeito do Rio de Janeiro havia sido de Sérgio Cabral (MDB), em 1996. Ele perdeu para Luiz Paulo Fernandez Conde, que recebeu 62% dos votos válidos contra 37% de Cabral.

    A abstenção no Rio de Janeiro ficou em cerca de 35%. Resultando em mais de 1,7 milhão de eleitores que não compareceram às urnas.

    Pesquisas eleitorais

    A última pesquisa de popularidade do Ibope, divulgada 5 dias antes das eleições, apontou que 72% dos eleitores da capital fluminense desaprovam a gestão de Crivella.

    Durante todo o segundo turno, institutos de pesquisa apontavam provável derrota do atual prefeito. Levantamento feito pelo Datafolha ,divulgado no sábado (28), mostrava que Paes tinha 70% dos votos válidos e Crivella, 30%.

    Ao longo da campanha, Crivella atacou o adversário em propagandas eleitorais e debates televisivos. Há poucos dias, o atual prefeito e a candidata a vice, Andréa Firmo (Republicanos), foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral por difamação eleitoral e propaganda falsa em campanha.

    A denúncia teve como base declarações com informações falsas feitas pelo atual prefeito. Ele disse que, caso eleito, Eduardo Paes e o Psol formariam uma aliança para promover “pedofilia” nas escolas municipais.

    A campanha de Crivella também entregou à população panfletos que diziam que Paes teria se aliado ao deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) para a distribuição de “kit gay” nas instituições de ensino.

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