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    Irregularidade


    Justiça anula eleição da Associação Amazonense dos Municípios

    A decisão é referente a eleição realizada na entidade na semana passada que elegeu Jair Souto (MDB) como o novo presidente da entidade

    Segundo o magistrado, a escolha para o novo presidente não seguiu as regras previstas no estatuto da Associação
    Segundo o magistrado, a escolha para o novo presidente não seguiu as regras previstas no estatuto da Associação | Foto: Divulgação

    Manaus - O juiz Manuel Amaro de Lima suspendeu, no domingo (13), a eleição que conduziu o prefeito reeleito de Manaquiri, Jair Souto (MDB), ao cargo de presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM). Segundo o magistrado, a escolha para o novo presidente não seguiu as regras previstas no estatuto da Associação.

    “No caso concreto, verifica-se que ficou demostrado a inobservância de vários artigos do Estatuto da Associação Amazonense de Municípios”, diz o juiz na decisão.

    A decisão também determinou a manutenção do diretor executivo, Luiz Antônio de Araújo Cruz, como responsável pela administração da associação até a posse do novo conselho diretor. Cruz estava no cargo desde o dia 1º de junho, quando o então presidente, Junior Leite, prefeito de Maués, renunciou ao cargo para concorrer à reeleição em seu município

    Na última sexta-feira (11),  foi convocada uma assembleia em caráter de emergência, Souto foi eleito o novo presidente do órgão e Abraão Lasmar, prefeito de Santo Antônio do Içá, foi escolhido como o vice. Na ocasião, Souto afirmou que os municipalista precisam que a entidade “represente verdadeiramente os interesses dos municípios”.

    No domingo (13),  Júnior Leite e Anderson Sousa (PP), prefeito de Rio Preto da Eva, ajuizaram uma ação anulatória alegando que em maio deste ano, através da Resolução nº 01/2020, Cruz foi designado para responder pela administração da AMM até a posse do novo conselho diretor, para que a gestão da entidade não fosse interrompida.

    De acordo com o juiz, o regimento da AMM prevê que a assembleia geral será instalada, em primeira chamada, com a maioria absoluta dos associados, qual seja 32 associados de um total de 62. “No entanto, verifico que a ata de reunião dos membros da AAM só teve a participação de 16 (dezesseis) prefeitos presentes”, disse Lima.

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