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    Conscientização


    Projeto de combate à pirataria e a biopirataria é aprovado na Aleam

    De acordo com o PL de autoria do Belarmino Lins, a Semana será realizada na primeira semana do mês de dezembro de cada ano

    | Foto: Divulgação

    Manaus - A Semana Estadual de Combate à Pirataria e à Biopirataria no Estado foi instituída pela  Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), através do Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Belarmino Lins (PP) que busca conscientizar a população para a necessidade do combate à pirataria e a biopirataria causadores de grandes prejuízos ao meio ambiente, ao comércio, a indústria, a economia e à segurança pública do Amazonas. 

    De acordo com a propositura, a Semana será realizada na primeira semana do mês de dezembro de cada ano, seguindo a Lei Federal n. 11.203/05 que instituiu em 03 de dezembro o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria no país.

    O art.3° do projeto determina que os poderes Legislativo e Executivo do Estado deverão firmar convênios e parcerias entre si, com a sociedade civil e instituições de ensino públicas e privadas a fim de promover os eventos inerentes à Semana Estadual de Combate à Pirataria e à Biopirataria.

    “A pirataria de produtos industrializados e da biodiversidade não prejudica somente a indústria, mas também os governos e entes estatais, pois a arrecadação de tributos não é realizada nesta atividade, resultando em prejuízos à sociedade, já que empregos formais deixam de ser gerados e cidadãos são submetidos a condições de trabalho precárias ou análogas ao trabalho escravo”, disse Belarmino Lins. 

    Prejuízos de bilhões

    Em 2013, o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade estimava em R$ 30 bilhões os danos causados pela pirataria ao país naquele ano. Em 2018 as perdas para o mercado ilegal foram calculadas em mais de R$ 193 bilhões, levando em conta apenas 13 setores industriais que deixaram de recolher impostos devido ao contrabando ilegal. 

    O Conselho Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao Ministério da Justiça, estima em R$ 147 bilhões os prejuízos ao setor produtivo, valor superior ao faturamento anual de todas as empresas do Polo Industrial de Manaus, que fechou 2018 com R$ 92,7 bilhões. Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a pirataria de produtos no Brasil deixa de gerar 1,5 milhão de empregos.

    Quanto ao trafico de animais silvestres, Belarmino enfatiza que esse comercio ilegal só perde para o trafico de armas e de drogas. Segundo ele, o Brasil perde anualmente, com a venda ilegal de plantas e animais, uma quantia financeira incalculável e uma gama irrecuperável de seus recursos genéticos. O líder progressista defende a criação de uma legislação própria capaz de coibir a prática da pirataria e da biopirataria no Estado. 

    *Com informações da assessoria 

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