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    Articulação


    Eleição na Câmara é dividida em independência ou elo com Bolsonaro

    Rodrigo Maia teme uma Câmara servil ao Palácio do Planalto

    A articulação para barrar pautas controversas seria semelhante à que Maia fez para desidratar o pacote anticrime
    A articulação para barrar pautas controversas seria semelhante à que Maia fez para desidratar o pacote anticrime | Foto: Divulgação

    Brasil- A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados está traçada entre o bloco apoiado pelo atual presidente Rodrigo Maia (DEM) e o grupo do deputado Arthur Lira (PP), que conta com a parceria do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    Do lado de Maia, os seis primeiros partidos a embarcar na coalizão (PSL, MDB, PSDB, DEM, Cidadania e PV) ganharam, na última sexta-feira (18), o reforço da oposição. PT, PSB, PDT, PC do B e Rede se uniram ao grupo, e mesmo com candidatura própria o PSOL estuda a possibilidade

    A estratégia de Maia para atrair partidos de espectros políticos tão distantes, como PSL e PT, foi construir um bloco centrado em uma mesma ideia: barrar a ameaça de uma Câmara servil ao Palácio do Planalto.

    As legendas concordaram em apoiar essa diretriz comum, mesmo com acentuadas divergências entre si, em especial na pauta econômica. Os dois candidatos de Maia, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), representam a continuidade da veia mais liberal na economia personificada pelo atual presidente e alinhada com o ministro Paulo Guedes.

    A articulação para barrar pautas controversas seria semelhante à que Maia fez para desidratar o pacote anticrime do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e esvaziar o projeto de porte e posse de armas enviado por Bolsonaro.

    Por outro lado, Maia associa uma eventual vitória de Lira à subserviência ao Planalto e a uma inclinação maior a votar projetos como flexibilização de porte e posse de armas ou temas envolvendo minorias.

    "Ele [Bolsonaro] não ter a pauta de costumes na Câmara reduz esse ambiente polarizado que, do meu ponto de vista, na opinião dele, é o que constrói a eleição. Construiu a outra [eleição, de 2018], vai construir a próxima", ressaltou.

    Nas redes sociais, Lira expressou apoio a pautas em favor das mulheres e defendeu maior participação feminina na política. Ao lançar a candidatura, afirmou que deseja trabalhar com líderes partidários "para que a composição da Mesa Diretora tenha uma mulher num cargo de direção nessa casa".

    No passado, Lira se manifestou sobre a pauta de costumes de Bolsonaro. "O governo precisa entrar em sintonia com a real necessidade da população e deixar de lado a pauta de costumes e polêmicas que não contribuem e não apontam para a construção de um futuro melhor ao nosso país", escreveu.

     *Com informações de Folha de Pernambuco 

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