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    Reflexos da Covid-19


    STF prorroga estado de calamidade pública contra pandemia no Brasil

    Permanece válida as medidas de isolamento social, restrição à locomoção, uso de máscaras e testagem da população

     

    A decisão atende a pedido de liminar feito ao STF pelo partido Rede Sustentabilidade
    A decisão atende a pedido de liminar feito ao STF pelo partido Rede Sustentabilidade | Foto: Divulgação

    O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a validade da lei que garante medidas excepcionais para o enfrentamento à pandemia de Covid-19. A decisão atende a pedido de liminar feito ao STF pelo partido Rede Sustentabilidade, diante da iminência do fim do estado de calamidade pública, previsto para encerrar na quinta-feira (31). 

    O partido havia solicitado mais três meses de prorrogação, mas Lewandowski estabeleceu que a lei deve permanecer em vigor até que o Congresso Nacional aprove outra que a revogue.

    Permanecerá válida, por exemplo, a competência das autoridades para determinar medidas de isolamento social, restrição à locomoção, uso de máscaras e testagem da população.

    Também será prorrogado o artigo que prevê o prazo de 72 horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o uso emergencial de insumos médicos contra a covid-19, como medicamentos e a própria vacina.

    Lewandowski afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem recomendado a manutenção de medidas de prevenção e combate ao vírus, aos moldes do que prevê a legislação que expiraria nesta sexta-feira.

    "A pandemia, longe de ter arrefecido o seu ímpeto, na verdade dá mostras de encontrar-se em franco recrudescimento, aparentando estar progredindo", observou o ministro.

    Diante disso, disse ser prudente que as medidas excepcionais previstas na lei "continuem, por enquanto, a integrar o arsenal das autoridades sanitárias para combater a pandemia".

    Segundo Lewandowski, "os princípios da prevenção e da precaução devem reger as decisões judiciais em matéria de saúde pública".

    *Com informações da CNN Brasil

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