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    Sem avanços, reformas impõem desafios à próximo presidente da Câmara

    O deputado a comandar a Casa terá que mediar o fogo cruzado da discussão sobre a preservação e a flexibilização do teto de gastos

     

    Caso eleito, Baleia, terá como tarefa encaminhar uma pauta econômica complexa, começando pela reforma tributária
    Caso eleito, Baleia, terá como tarefa encaminhar uma pauta econômica complexa, começando pela reforma tributária | Foto: Divulgação

    Brasil – O novo presidente da Câmara do Deputados terá grandes desafios ao assumir o parlamento. Entre eles está a retomada das reformas importantes para recolocar o país em uma trajetória de dívida sustentável, além de unificar o racha político que opõe a base do governo aos aliados do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Em 2019, a aprovação da reforma da Previdência, levou a uma expectativa no mercado de que seria possível enfrentar, durante o governo do presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), outros entraves. Na lista dos especialistas estavam a mudança no sistema tributário e a reestruturação do serviço público, medidas que poderiam melhorar a produtividade no país.

    No entanto, como admitiu o próprio ministro da economia Paulo Guedes, em abril do ano passado, a pandemia da Covid-19 provocou uma mudança de agenda de negociações para aprovar as reformas tributária e administrativa, assim como outros textos que buscam melhorar a situação fiscal do país.

    Na Câmara, a pauta econômica do governo deve encontrar amparo nos dois favoritos para presidir a Casa, seja o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), indicado pelo grupo de Maia, seja o nome apoiado por Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) – nesse último caso, porém, com algumas desconfianças em relação ao apoio estrito às reformas de Guedes.

    Caso eleito, Baleia, terá como tarefa encaminhar uma pauta econômica complexa, começando pela reforma tributária. O presidente do MDB é autor de uma das PECs em tramitação no Congresso, a PEC 45, que substitui cinco tributos.

    Baleia representa continuidade da agenda econômica defendida por Maia, que em muitos momentos se alinha com a de Guedes –apesar de ambos terem tido embates, com acusações recíprocas de que estavam sendo criadas dificuldades para travar o encaminhamento das reformas.

    Lira, por sua vez, defende, a aprovação de projetos que possam ampliar o equilíbrio de gastos e estabelecer bases sólidas para o investimento no país.

    "É importante nesse processo olharmos pelo equilíbrio fiscal do país, limitado ao teto de gastos, desfazendo informações equivocadas publicadas", afirmou recentemente.

    A observação feita pelo líder do PP na Câmara busca dissociá-lo de uma das críticas que o deputado sofre nos bastidores de aliados de Maia, de que seu verniz liberal seria "de ocasião".

    "Não podemos perder de vista o agravamento da crise social com o aumento do mercado de trabalho informal e do desemprego que reluta em cair", escreveu.

    Ao assumir a presidência um ano antes da eleição de 2022, o próximo a comandar a Câmara vai entrar no fogo cruzado da discussão sobre a preservação ou flexibilização do teto de gastos. Governo e parlamentares estão divididos.

    *Com informações de Folhapress

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