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    Interferência


    Bolsonaro quer demissão do presidente do Banco do Brasil

    Presidente se irritou com medidas anunciadas pelo banco, como o fechamento de cerca de 200 agências, e fez o pedido ao ministro da Economia, Paulo Guedes

     

    Na quarta (13), somente com a notícia da saída, o BB perdeu R$ 6 bilhões em valor de mercado
    Na quarta (13), somente com a notícia da saída, o BB perdeu R$ 6 bilhões em valor de mercado | Foto: Reprodução

    Brasília - A Secretaria de Imprensa da Presidência da República confirmou, na tarde de quinta-feira (14), o pedido de Jair Bolsonaro (sem partido) para demitir o presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Segundo fontes do Planalto, não há comunicado oficial da demissão porque o ministro da Economia busca reverter o pedido.

    O pedido de demissão foi motivado pelo anúncio de fechamento de cerca de 200 agências e do plano de reestruturação que prevê um programa de demissão voluntária com o objetivo cortar 5 mil vagas. Bolsonaro não concordou com as medidas.

    Fontes do Planalto também informaram que o presidente quer adiar o plano de reestruturação da instituição para não interferir nas eleições para a presidência da Câmara e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro.

    Em reunião com Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também se mostrou contrário a saída do presidente do BB.

    Buscando manter o cargo de André Brandão, ambos utilizam o argumento de que a demissão trará um impacto muito negativo no mercado, porque demonstra uma interferência política do Palácio do Planalto no banco, que tem capital aberto e conta com ações negociadas nos mercados do Brasil e dos EUA.

    Na quarta (13), somente com a notícia da saída, o BB perdeu R$ 6 bilhões em valor de mercado. Já na quinta, as ações abriram em queda, mas conforme a demissão não se concretizava, os papéis foram voltando ao terreno positivo.

    Presidente do BB

    André Brandão tomou posse na presidência do banco em setembro do ano passado egresso do grupo HSBC, onde foi presidente. Ele tem mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro.

     

    André Brandão tomou posse na presidência do banco em setembro de 2020
    André Brandão tomou posse na presidência do banco em setembro de 2020 | Foto: Edilson Rodrigues

    No HSBC, começou a atuar no final de 1999, na área de renda fixa, vendas e câmbio. Em 2001, assumiu o cargo de diretor de tesouraria, e posteriormente, foi promovido a diretor-executivo de tesouraria. Ele também atuou como diretor da área de mercado do banco para toda a América Latina, antes de chegar à presidência, em 2012. Além do HSBC, já trabalhou também no Citibank, entre São Paulo e Nova York.

    Plano de Reestruturação 

    O Banco do Brasil anunciou que a reorganização da rede de atendimento, incluindo o fechamento de unidades, deve trazer uma economia líquida anual estimada com despesas administrativas de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

    O objetivo do fechamento das unidades, segundo o banco, é trazer mais eficiência à rede de atendimento, propiciar recursos para abertura das unidades de atendimento especializado e melhorar a experiência do cliente.

    *Com informações do G1 e CNN

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