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    Senado Federal


    Rodrigo Pacheco é eleito novo presidente do Senado Federal

    Com articulações do agora ex-presidente do Senado, David Alcolumbre, e do presidente Jair Bolsonaro, Pacheco já era favorito ao cargo e garantiu maioria dos votos da casa

     

    Pacheco conseguiu o apoio de pelo menos 10 partidos, incluindo opositores do Governo Federal, como o Partido dos Trabalhadores
    Pacheco conseguiu o apoio de pelo menos 10 partidos, incluindo opositores do Governo Federal, como o Partido dos Trabalhadores | Foto: Divulgação

    Brasília - Conquistando a maioria dos votos dos senadores, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito o novo presidente do Senado Federal, para os próximos dois anos. Os parlamentares se reuniram na segunda-feira (1°) para a eleição na casa. Pacheco tinha o apoio de 10 partidos, do ex-presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em seu primeiro discurso, prometeu cumprir as disposições do cargo de forma justa e garantir caminhos para que haja uma sociedade justa e livre.

    O novo presidente conseguiu o voto de 57 senadores, enquanto sua única adversária, Simone Tebet (MDB-MS), apenas 21. Dos 81 senadores, apenas três não compareceram: os senadores Jaques Wagner (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), que alegaram licença médica, e Chico Rodrigues (DEM-RR), que foi afastado do mandato após ser flagrado com dinheiro na cueca.

    Principal cabo eleitoral do agora presidente do Senado, David Alcolumbre realizou as articulações que pôde para que seu colega de partido fosse eleito, após o Supremo Tribunal Federal (STF) impossibilitar sua reeleição. Os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Major Olímpio (PSL-SP) e Lasier Martins (Podemos-RS) também concorriam ao cargo até a tarde de segunda-feira, mas abriram mão das suas candidaturas para apoiar Tebet na disputa. A eleição durou a tarde toda e antecedeu a da Câmara dos Deputados.

    Nesta terça-feira (2), serão eleitos os senadores que irão ocupar os outros cargos da Mesa Diretora. Inclusive, foi uma das moedas de troca de Alcolumbre para garantir que o partido de Tebet, que constitui maioria na Casa, desistisse de sua candidatura.

    Rodrigo Pacheco, que já era o favorito ao cargo, afirmou que há um longo caminho pela frente, com importantes decisões a serem tomadas, como as reformas previstas para serem votadas neste ano. Além disso, em seu discurso, o senador destacou seu compromisso em garantir a independência e autonomia do Senado, além de tentar promover uma sociedade justa e livre.

    "O Senado volta a se unir no afã de desempenhar fielmente o mandato conferido a todos nós. Somente assim, poderemos caminhar em busca do que realmente precisamos neste momento: criar uma sociedade justa e livre, desprovida de preconceitos e discriminações de quaisquer naturezas. Assumo compromisso irrevogável de dedicar toda as minhas energias, inclusive aquelas que ainda buscarei reunir, para honrar a confiança em mim depositada pelo Senado Federal e pelo povo de Minas Gerais. Trabalharemos muito porque o Brasil tem pressa. Muitas decisões importantes se avizinham", declarou.

    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, parabenizaram Pacheco em postagens divulgadas em rede social. "Em cédula de papel, o Senado Federal elegeu o Senador Rodrigo Pacheco (57 votos de 81 possíveis) para presidir a Casa no biênio 2021/22", publicou Bolsonaro.

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