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    Assistência a Mulher


    Deputado propõe atendimento a gestantes de alto risco na rede privada

    Segundo Roberto Cidade, o atendimento acontecerá em caso de falta de leitos nas unidades hospitalares da rede pública

     

    Para o parlamentar, as despesas serão custeadas pelo poder público
    Para o parlamentar, as despesas serão custeadas pelo poder público | Foto: Divulgação

    Manaus - Gestantes de alto risco poderão ser internadas em hospitais da rede privada, em caso de falta de leitos nas unidades hospitalares da rede pública, sendo as despesas custeadas pelo poder público. A proposta foi apresentada, na quarta-feira (24), pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (PV).

    O chefe do Legislativo lembra que com a pandemia da Covid-19 e o elevado número de internações e mortes, os leitos destinados à internação de gestantes têm sido ocupados quase que em sua totalidade. Portanto, criar alternativas que garantam o atendimento especializado às mães e bebês é essencial para evitar a morte de ambos.

    “Com o alto índice de infecção e internações por Covid-19 no estado, tivemos grandes problemas com falta de leitos na rede pública e a gestante de alto risco, tem grandes chances de ter maiores complicações, antes ou depois do parto. Este fator exige maiores cuidados com a saúde da gestante e do bebê e, por isso, precisam de maiores cuidados e celeridade no atendimento”, justificou Cidade.

    Segundo um estudo, publicado no periódico científico Mayo Clinic Proceedings, as mudanças fisiológicas em mulheres grávidas abrem a porta para impactos advindos do vírus, incluindo parto prematuro e pré-eclâmpsia, bem como taxas mais elevadas de parto cesáreo.

    Outro estudo realizado pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos após analisar a maior amostra de pacientes até o momento: 400.000 mulheres sintomáticas com Covid-19, 23.400 delas grávidas, reafirma que em caso de infecção pelo coronavírus, as gestantes têm mais risco que as não grávidas de serem levadas a UTI, precisar de ventilação mecânica ou, inclusive, de morrer.

    Para os pesquisadores, os resultados apontam a necessidade de protocolos de tratamento específicos para grávidas infectadas pelo novo coronavírus, daí a necessidade, segundo o Presidente Roberto, do Estado garantir o atendimento a esse público-alvo.

    *Com informações da assessoria

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