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    Covid-19


    Membros da CPI da Covid querem começo imediato dos trabalhos no Senado

    Os ministros combinaram de não se manifestar para acelerar o julgamento

     

    Os ministros combinaram de não se manifestar para acelerar o julgamento
    Os ministros combinaram de não se manifestar para acelerar o julgamento | Foto: Divulgação

    Em pouco menos de uma hora, o Supremo Tribunal Federal confirmou, por 10 votos a 1, a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de determinar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar ações e omissões do governo federal na pandemia.

    A decisão já foi cumprida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que ontem oficializou a criação da comissão.

    Os ministros combinaram de não se manifestar para acelerar o julgamento. Somente Barroso, relator do pedido, apresentou seu voto. Ele relembrou decisões semelhantes do Supremo, disse que o Senado deve escolher o formato da CPI, mas não pode adiar seu funcionamento em função da pandemia e defendeu o papel dos tribunais constitucionais, caso do STF. O ministro Marco Aurélio Mello pediu a palavra e discordou da maioria do plenário por questões processuais.

    O que acontece agora:

    O Senado precisa decidir como a CPI será realizada. Senadores aliados do governo e da oposição têm divergências sobre a modalidade das reuniões, se serão presenciais ou remotas. Enquanto isso, os partidos escolhem os integrantes da comissão, e o governo deve ficar em minoria. A maioria dos senadores que deverão integrar a CPI defende o início imediato dos trabalhos.

    O que foi dito:

    Em conversa com apoiadores, em que criticou governadores por adoção de medidas restritivas, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil “está no limite” e que há pedidos para que ele tome uma “providência”. Ele afirmou ainda que espera “o povo dar uma sinalização”, mas não explicou o que seria feito.

    Em paralelo:

    O Ministério Público Federal apresentou ação por improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e mais cinco pessoas por omissão diante do colapso da rede de atendimento no Amazonas.

    Pfizer antecipará entrega de 2 milhões de doses ao Brasil

     

    O Ministério da Saúde anunciou que a farmacêutica Pfizer vai antecipar a entrega ao país de 2 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 no primeiro semestre, elevando a 15,5 milhões o total a ser entregue até junho. A previsão é de que 1 milhão de imunizantes sejam enviados ainda neste mês. O governo brasileiro tem contrato para aquisição de 100 milhões de doses.

    Em paralelo: a Dinamarca se tornou o primeiro país da Europa a desistir de aplicar a vacina de Oxford/AstraZeneca. A decisão foi tomada uma semana após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ter informado possível ligação entre o imunizante e relatos de coágulos sanguíneos. Outros países suspenderam o uso da vacina até novas informações. O imunizante continua sendo usado no Brasil.

    Governo de SP diz que remédios para intubação podem acabar ‘em poucos dias’

     

    Pacientes com Covid-19 internados no estado de São Paulo correm o risco de ficar sem remédios para intubação , afirma o governo estadual.

    A Secretaria de Saúde reclama da gestão do governo federal na distribuição de medicamentos e diz ter enviado ao Ministério da Saúde nove ofícios nos últimos 40 dias pedindo auxílio na compra dos kits, sem receber resposta. Em entrevista coletiva, o governador João Doria (PSDB) disse que a decisão do ministério de centralizar as compras de medicamentos foi um “erro gravíssimo”.

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