Fonte: OpenWeather

    Investigação


    Formação da CPI da Covid é adiada para terça da semana que vem

    O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que Pacheco adiou a sessão alegando questões de "segurança"

     

    Por ser o membro mais velho, o senador Otto Alencar (PSD-BA) tem a prerrogativa de abrir os trabalhos
    Por ser o membro mais velho, o senador Otto Alencar (PSD-BA) tem a prerrogativa de abrir os trabalhos | Foto: Divulgação

    BRASÍLIA - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou parlamentares que a instalação da CPI da Pandemia ocorrerá na terça-feira da semana que vem.

    Escolhido para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que Pacheco adiou a sessão alegando questões de "segurança", mas não soube detalhar os motivos.

    Por ser o membro mais velho, o senador Otto Alencar (PSD-BA) tem a prerrogativa de abrir os trabalhos do colegiado, e garantiu que vai seguir as orientações de Pacheco sobre a data, que desagradou integrantes da ala independente e de oposição.

    "Marcar a instalação é uma atribuição exclusiva do presidente Pacheco. Ele acabou de me ligar dizendo que vai liberar o ambiente do Senado, a comissão, para a próxima terça-feira, às 10 horas".

    Ele destacou que não tem autonomia de convocar ou mudar a data de uma sessão: "Quem autoriza a convocação é o presidente. E eu, por ser o mais velho, vou abrir no dia 27, terça-feira próxima. Eu não posso ultrapassar aquilo que é atribuição exclusiva do presidente Rodrigo Pacheco".

    Havia possibilidade de o colegiado ser instalado na próxima quinta-feira, mas Rodrigo Pacheco sinalizou preferência por iniciar os trabalhos apenas na terça-feira da semana seguinte. Entre oposicionistas e independentes, o gesto é visto com desconfiança. Eles temem que a pressão popular de bolsonaristas contra Renan Calheiros nas redes sociais aumente e dificulte sua indicação para assumir a relatoria da CPI.

    Apesar do receio de alguns colegas, Otto Alencar descarta a possibilidade de Renan perder a relatoria.

    "Não existe a mínima chance de o Renan deixar de ser o relator, até o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o apoia. Isso é fofoca — avaliou Alencar".

    No último final de semana, Bezerra procurou Renan para dizer que o Planalto não é contra a sua indicação. "O governo apoia o princípio da proporcionalidade. A maior bancada indica o relator e a segunda maior bancada, o presidente — afirmou Bezerra, ao GLOBO, em referência ao MDB e ao PSD, respectivamente".

    Leia Mais:

    Aleam concede título de cidadão amazonense a Bolsonaro

    Carpê solicita Emenda para auxiliar famílias afetadas pela pandemia

    Governo Bolsonaro oficializa troca de chefia da PF no Amazonas