Fonte: OpenWeather

    Projeto


    Reabertura de escolas durante pandemia é alvo de obstrução em Plenário

    A proposta da Câmara inclui a educação básica e superior entre os serviços essenciais

     

     A proposta inclui a educação básica e superior entre os serviços essenciais – aqueles que não podem ser interrompidos durante a pandemia.
    A proposta inclui a educação básica e superior entre os serviços essenciais – aqueles que não podem ser interrompidos durante a pandemia. | Foto: Divulgação

    Brasília - O projeto que pode determinar a reabertura de escolas e faculdades durante a pandemia (PL 5595/20) é alvo de obstrução no Plenário da Câmara dos Deputados. A proposta inclui a educação básica e superior entre os serviços essenciais – aqueles que não podem ser interrompidos durante a pandemia.

    A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) disse que é preciso estabelecer um protocolo para o retorno seguro às aulas na pandemia. “Obrigar o profissional a estar presencial para se encontrar com o vírus é uma maldade”, disse. Ela afirmou ainda que a inclusão como serviço essencial busca impedir greves e outros movimentos reivindicatórios.

    O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) afirmou que o projeto é “descabido”. “O que se quer é obrigar as escolas a funcionar de qualquer maneira sem levar em conta a orientação dos órgãos de saúde, é isso que está sendo colocado ali”, criticou.

    Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), tornar a educação essencial deveria ser garantir recursos para o setor. “Não é projeto escola aberta, é projeto escola contaminada. Querem a escola aberta e o professor sem direito sindical”, disse.

    Já o deputado Paulo Ganime (Novo-RJ) afirmou que inadmissível é manter as escolas fechadas. “Temos de ter cuidado e controle para evitar que as pessoas sejam infectadas pelo vírus, porém temos de encontrar soluções para isso”, defendeu.

    Líder do Cidadania, o deputado Alex Manente (Cidadania-SP) afirmou que há estudos que descartam a contaminação pelo novo coronavírus em escolas. “É uma matéria fundamental. A partir de agora, a educação será vista como algo essencial, e a abertura das escolas será de acordo com critérios”, destacou.

    Relatora da proposta, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que vai apresentar um novo texto negociado com parlamentares e que tem aval da comunidade científica. “Eu quero ler um trecho da carta aberta dos médicos sobre o projeto, que diz: a aprovação deste projeto assegurará a milhões de brasileiros o direito constitucional à educação”, afirmou.

    Leia mais:

    PLN de programas emergenciais de manutenção dos empregos é aprovado

    Liderança indígena do AM é contrária à exploração de terras demarcadas

    Projeto prevê aumento do valor do auxílio emergencial para R$ 600