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    Liberdade de imprensa


    Vídeo: Bolsonaro chama repórter de 'idiota', em passagem pela Bahia

    Jornalista perguntou a ele sobre a repercussão da foto que tirou e postou nas redes sociais oficiais do Planalto e ele disparou 'Deixa de ser idiota!'

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    A expressão  é usualmente utilizada no meio criminoso para se referir a pessoas assassinadas
    A expressão é usualmente utilizada no meio criminoso para se referir a pessoas assassinadas | Foto: Alan Santos/PR

    Bahia - A postura do presidente Jair Bolsonaro no trato com a imprensa continua a render desconforto. De passagem pela cidade baiana de Feira de Santana, nesta segunda-feira (26), Bolsonaro chamou uma repórter de "idiota" ao ser questionado sobre a foto que tirou segurando um cartaz com a réplica aumentada de um CPF com a tarja de "cancelado". 

    A jornalista, durante passagem do presidente, questionou "O senhor foi criticado, presidente, sobre uma foto postada dizendo CPF cancelado em um momento de tantas pessoas morrendo". Ele então a interrompeu e disse:

    "

    Você não tem o que perguntar não? Deixa de ser idiota. "

    Bolsonaro à jornalista,

     

    O presidente foi a Feira de Santana para entregar um trecho de 22 km de duplicação de uma rodovia federal, a BR 101, que liga a Bahia a Sergipe.

    A assessoria do Planalto distribuiu áudio da entrevista para os repórteres que não participaram da conversa. Suprimiu a ofensa, que foi postada no Instagram da TV Aratu.

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    Entenda o caso

    De passagem por Manaus, o presidente tirou uma foto  segurando um cartaz com a réplica aumentada de um CPF com a tarja de "cancelado". O cancelamento de CPFs ocorre quando as pessoas morrem e a expressão "CPF cancelado" é usualmente utilizada no meio criminoso para se referir a pessoas assassinadas.

    Aqui na capital a expressão ganhou ar de deboche, diminuindo e satirizando vítimas. Algo que no contexto da pandemia, teve uma repercussão negativa nas redes sociais.

    Liberdade de imprensa

    O exercício do jornalismo está cerceado parcialmente em mais de 130 países de acordo com oranking mundial sobre a liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), entre eles o Brasil.

    "Insultos, estigmatização e orquestração de humilhações públicas de jornalistas se tornaram a marca registrada do presidente Bolsonaro, de sua família e de pessoas próximas a ele", condenou a RSF.


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