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    Cronograma


    Senadores cobram cronograma detalhado de vacinação contra Covid

    Segundo os senadores, Queiroga não forneceu um cronograma detalhado, alegando depender de informações dos laboratórios produtores

     

    Queiroga negou informação veiculada na imprensa de que haveria a intenção de retirar a CoronaVac do Programa Nacional de Imunizações (PNI)
    Queiroga negou informação veiculada na imprensa de que haveria a intenção de retirar a CoronaVac do Programa Nacional de Imunizações (PNI) | Foto: Divulgação

    Senadores cobraram do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um cronograma para a vacinação de toda a população adulta contra a covid-19, em reunião da Comissão Temporária Covid-19 (CTCOVID) nesta segunda-feira (21). 

      "Qual o quantitativo mensal de imunizantes por fornecedor, em cada unidade da federação? Estou dizendo isso porque estou preocupado com a situação", perguntou o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).  

    Segundo os senadores, Queiroga não forneceu um cronograma detalhado, alegando depender de informações dos laboratórios produtores, mas previu que até setembro toda a população brasileira acima de 18 anos terá recebido uma dose de vacina e até o fim do ano, as duas doses. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otavio Moreira da Cruz, estimou a aplicação de 41 milhões de doses em julho, 60 milhões em agosto e 60 milhões em setembro.

    "Pelo ritmo que a nossa campanha vem adquirindo no último mês, já é possível antever que toda a população vacinável, ou seja, acima de 18 anos, pode ser imunizada com uma dose até o mês de setembro e que tenhamos toda ela vacinada até o final do ano de 2021. Consideramos, dentro das condições da carência de vacinas do mundo, uma meta bastante razoável", afirmou o ministro.

    CoronaVac

    Na reunião, Queiroga negou informação veiculada na imprensa de que haveria a intenção de retirar a CoronaVac do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em razão de uma suposta eficácia menor da vacina chinesa em idosos.

      "Não há nenhum tipo de mudança de estratégia do Ministério da Saúde em relação a esse imunizante. Temos tratado de maneira muito fluida com o dr. Dimas Covas [diretor do Instituto Butantan], fizemos reuniões com o embaixador da China. O que há é que ela não tem ainda o registro definitivo da Anvisa. Isso não se deve a nenhum tipo de ação do ministério", ressaltou.  

    "Como esse assunto é de grande interesse, há uma série de comentários nas mídias, mas o fato é que essa vacina tem sido útil. Essa é a posição oficial do Ministério da Saúde até que exista algum dado científico que faça com que tenhamos uma posição diversa", disse.

    Janssen

    Queiroga anunciou a chegada nesta terça (22), no aeroporto de Guarulhos (SP), do primeiro lote de 1,5 milhão de vacinas da Janssen, que imunizam em dose única. Será o quarto tipo utilizado no PNI, depois das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer.

    O ministro também prometeu o aumento da testagem da população, reconhecendo que até agora o Brasil "testou pouco". A testagem em grande escala permite identificar casos assintomáticos e tomar medidas de isolamento, reduzindo a transmissão do vírus.

    "A política do Ministério da Saúde tem dois pilares: os testes na atenção primária, dedicados aos pacientes sintomáticos; e os testes em ambientes de grande circulação, a exemplo de metrô, rodoviárias e aeroportos, para aqueles assintomáticos. Já distribuímos mais de 3 milhões de testes rápidos, e estamos em tratativas para aquisição de mais 10 milhões. Nosso objetivo é testar até 20 milhões todos os meses", disse. 

      "Queiroga lembrou que já foram adquiridos mais de 630 milhões de doses, das quais mais de 120 milhões foram distribuídos. Segundo ele, já existe capacidade para ministrar 2,4 milhões de vacinas diárias, "desde que tenhamos doses suficientes", ressaltou.  

    A senadora Zenaide Maia (PROS-RN) ressalvou, porém, que apenas 12% da população brasileira foi efetivamente imunizada com duas doses. Styvenson Valentim (Podemos-RN), vice-presidente da comissão, lembrou o caso do Chile, onde o número de casos voltou a crescer, mesmo com quase metade da população imunizada.

    Entre as outras ações da pasta, Queiroga citou estudos que monitoram a prevalência das diversas variantes do vírus e as ações da pasta para habilitar um número maior de leitos hospitalares e distribuir kits de intubação e oxigênio.

    *Com informações da Agência Senado

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