Fonte: OpenWeather

    Investimentos


    José Ricardo cobra investimentos na internet da região Norte

    Na ocasião, o parlamentar apresentou críticas à conexão lenta, de alto custo e pouca efetividade, principalmente na região do Amazonas

     

    Na ocasião, José Ricardo também questionou a continuidade do Projeto Amazônia Conectada, implantado em 2015 no Governo Dilma, com a coordenação do Ministério da Defesa e do Exército.
    Na ocasião, José Ricardo também questionou a continuidade do Projeto Amazônia Conectada, implantado em 2015 no Governo Dilma, com a coordenação do Ministério da Defesa e do Exército. | Foto: Divulgação

    Brasília - Durante audiência pública realizada pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), da Câmara Federal, nesta quarta-feira (30), deputados federais representantes do Amazonas debateram a qualidade de serviço de internet oferecido na região Norte. Presente na sessão, o coautor da audiência e deputado José Ricardo (PT), juntamente com o deputado Sidney Leite (PSD/AM), apresentou críticas à conexão lenta, de alto custo e pouca efetividade, principalmente na região do Amazonas.

    Na ocasião, José Ricardo também questionou a continuidade do Projeto Amazônia Conectada, implantado em 2015 no Governo Dilma, com a coordenação do Ministério da Defesa e do Exército. Isso porque a proposta tinha o objetivo de levar internet para o interior do Amazonas, mas em seguida foi paralisada após o impeachment da então presidente.

    O deputado, além disso, cobrou o funcionamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro, cujo contrato foi assinado em setembro de 2013, junto à Telebras e à empresa Visiona Tecnologia Espacial, mas lançado somente em 2017, e que conectaria os municípios brasileiros com internet e telefonia móvel 3G. O mesmo, porém, ficou subutilizado por um longo imbróglio judicial.

      “Não se fala mais nesse Satélite Brasileiro, que contou com investimentos públicos bilionários [R$ 2,8 bilhões], e que levaria banda larga às cidades. Sabemos que tiveram questões jurídicas e ações junto ao Tribunal de Contas da União. Mas queremos saber como vai ficar. Da mesma forma, peço esclarecimentos sobre o Amazônia Conectada, hoje paralisado. Podemos vislumbrar internet de qualidade e com preço justo na região Norte e no Amazonas nos próximos anos? Afinal, da internet depende também o desenvolvimento da região e a efetividade das políticas públicas, como educação, saúde, principalmente, em locais mais distantes”, cobrou o parlamentar.  

    O secretário de Telecomunicações Substituto do Ministério das Comunicações (Mcom), José Afonso Cosmo Júnior, disse que o Governo pretende encerrar o deserto digital no país, com cerca de 45 milhões de brasileiros não atendidos com os serviços de telecomunicações, telefonia e internet móvel, sobretudo, por problemas de infraestrutura.

    Cosmo, no entanto, está apostando somente no Edital de licitação para a Internet 5G, para conseguir atender as áreas ainda isoladas. Esse Edital só foi liberado pela Anatel em março deste ano e ainda aguarda a chancela do TCU.

    “Com a licitação, locais acima de 600 habitantes serão atendidos com tecnologia, pelo menos, 4G. Os locais abaixo disso, continuariam sendo atendidos pelo Projeto Wi-Fi Brasil, operado pelo Satélite”, afirmou o secretário.

    Já sobre o Satélite Brasileiro, ele explicou que o contrato passou por questionamentos do Tribunal de Contas da União, que resultaram na sua suspensão por um ano, mas que, desde dezembro de 2018 teria voltado a operar, atendendo cerca de 13,8 mil localidades –sobretudo, em área de grande vulnerabilidade social, sendo mais de 80% desses pontos instalados nas regiões Norte e Nordeste.

    Ao final da audiência, José Ricardo argumentou que o Executivo não investe em ciência e tecnologia, cortando recursos em pesquisas e áreas fundamentais. O petista ainda cobrou políticas públicas necessárias para conectar todas as cidades do Norte.

    *Com informações da assessoria

    Leia mais:

    ONGs do AM pedem promoção de direitos fundamentais aos vulneráveis

    Comunidade LGBTQIA+ reivindica atenção das casas legislativas do AM

    Políticos do AM pedem penas mais duras para presos