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    Garimpo


    Prefeitos no Amazonas pedem indenização para garimpeiros

    Segundo os prefeitos de Manicoré, Borba, Autazes e Humaitá, os garimpeiros devem receber assistência para seguir realizando seu trabalho

     

    A operação resultou na destruição de mais de 130 balsas destinadas ao trabalho de coleta ilegal do ouro.
    A operação resultou na destruição de mais de 130 balsas destinadas ao trabalho de coleta ilegal do ouro. | Foto: Divulgação

    Humaitá (AM) - Após a mobilização do Governo Federal na operação 'Uiara', onde a força de segurança nacional tomou medidas contra o garimpo na região do Rio Madeira, prefeitos do Amazonas se reuniram, nesta semana, para organizar medidas que auxiliam os garimpeiros.

      A operação trouxe como resultado a queimada de mais de 130 balsas de garimpo e cerca de 300 pessoas desabrigadas, como declarou o prefeito de Manicoré, Andreson Cavalcante (PSC). Após o ocorrido, garimpeiros se reuniram em uma praça pública de Borba para a realização de um protesto, exigindo respeito para a classe.  

    Simão Peixoto (PP), prefeito de Borba, afirmou que entrou em contato com a bancada federal visando dar fim a operação. Segundo ele, o garimpo é um dos principais meios que movimentam a economia da região, assim a ação acaba afetando mais de um grande número de trabalhadores que atuam na área e não possuem outras formas de renda. 

    "

    O governo federal não tem condição de empregar todo mundo. E da boca do Madeira a Porto Velho, tem mais de 20 mil pessoas trabalhando no garimpo "

    , disse o prefeito

     

    A prefeitura de Borba, em conjunto com as prefeituras de Manicoré e Autazes, realizou uma mobilização para abrigar os garimpeiros e seus familiares que ficaram desabrigados. 

    Em Humaitá, o prefeito Dedei Lobo (PSC), também tomou providência em prol dos garimpeiros. Lobo se reuniu com os afetados pela e prometeu que a prefeitura tomará responsabilidade para ajudar financeiramente os aqueles que tiveram seus materiais de trabalho perdidos durante a operação.  

    “Afirmo que esses garimpeiros receberão ajuda financeira da prefeitura de Humaitá”, afirmou Dedei. 

    Lobo convocou para esta terça-feira (30), comitiva em direção a Brasília, para que a bancada amazonense possa debater o tema no Congresso Nacional. A ideia da iniciativa é estabelecer um diálogo com o Governo Federal e demonstrar que a situação do garimpo nos municípios é complexa.

    A operação 

    Iniciada no sábado (27) a operação, que á a ação conjunta da Polícia Federal, Ibama e Força Nacional, resultou na destruição de mais de 130 balsas destinadas ao trabalho de coleta ilegal do ouro, além do encaminhamento de 3 suspeitos a delegacia. Conforme a legislação, a queimada dos equipamentos de trabalho utilizados para o garimpo, são asseguradas, tendo em vista, a ação a longo prazo (visando a possibilidade de resgate do material).

    O vice-presidente da república, Hamilton Mourão, confirmou que após três dias, a operação foi finalizada  cumprindo objetivo de dispensar o garimpo. Ele defendeu a ação e garantiu que foi uma atitude necessária.

    “Tinha que ter feito da forma como foi. Quem está ilegal, tem que ter equipamento destruído ou apreendido”, disse ele.  Mourão ressaltou que ainda será necessária ação de vigilância na área

    Em contrapartida, Simão Peixoto se opôs as posições do Governo Federal e mais uma vez salientou a importância de que os garimpeiros mantenham a calma. O prefeito afirma que, quando obter uma resposta de Brasília, virá com novas declarações. 

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