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    Iranduba


    Prefeitura de Iranduba é acusada de má-fé após quebra de contrato

    A empresa Raimundinho Souza Silva foi impedida de iniciar a obra, após conversa informal e sem justificativas concretas

     

    | Foto: Divulgação

    Iranduba (AM) - Em outubro deste ano, a empresa Raimundinho Souza da Silva, inscrita no CNPJ 22.461.086/0001-92, firmou contrato com a prefeitura de Iranduba após vencer o processo de licitação seguindo os parâmetros estabelecidos, por menor preço. Entretanto, a empresa foi impedida de iniciar a obra, sem justificativas concretas. Nesta terça-feira (30), o EM TEMPO entrou em contato com envolvidos no imbróglio para apurar o cenário. 

      O empreendimento estava em processo de organização para iniciar a prestação de serviços, quando foi surpreendido com a notícia de que a prefeitura de Iranduba havia desistido do contrato, alegando que o maquinário que seria utilizado não se enquadrava com as necessidades da obra.  

    Segundo os dirigentes da Raimundinho Souza da Silva, a quebra do contrato veio através da oratória do secretário Gilberto de Deus, que não concedeu mais explicações acerca do ocorrido e anunciou que todas os trabalhos da empresa deveriam parar imediatamente.

    "

    Quando estávamos preparados para trabalhar, sou chamado com o senhor Gilberto, e ele me diz que o contrato estava eliminado e que as máquinas deveriam ser retiradas "

    , disse um dos dirigentes.

     

    Sem receber nenhuma documentação de notificação para dar fim ao contrato ou que a impedisse de prosseguir com as atividades, a empresa foi proibida de dar encaminhamento as obras.

    "A prefeitura nos prejudicou. Não fomos notificados por documento, tudo foi feito no 'boca a boca', inclusive durante a vistoria, onde a engenheira que realizou a vistoria, apenas chegou e avisou que nenhuma máquina prestava, não nos entregou nenhuma nota ou documento", disse o representante da empresa. 

     

    Maquinário utilizado pela empresa durante a patrulha
    Maquinário utilizado pela empresa durante a patrulha | Foto: Divulgação


    A empresa afirmou que entrará com ação contra a Prefeitura pela quebra de contrato e busca esclarecimentos acerca do real motivo de impedimento da prestação de serviço.

    "Estamos prejudicados pela gestão e precisamos de um direito de resposta. Tiraram nosso contrato por boca, sem notificação," disse o diretor da empresa. 

    Fontes anônimas informaram que a ação da prefeitura ocorreu devido à perseguição política, tendo em vista que a empresa é apoiadora da vereadora e Presidente da Câmara, Larissa Gomes (PSD). Larissa, é opositora de Augusto Ferraz (DEM), prefeito de Iranduba e informações citam que ela vem sido perseguida politicamente. 

    A equipe de reportagem entrou em contato com a vereadora para saber seu posicionamento acerca das denúncias  e a mesma nos informou que desconhece o assunto ocorrido. "Não posso emitir opinião, pois estou tomando conhecimento neste instante. Inclusive, me surpreende tal afirmação envolvendo meu nome", disse ela. 

    Também entramos em contato com o Prefeito de Iranduba, Augusto Ferraz para averiguar as denúncias realizadas pela empresa, entretanto não recebemos uma resposta até o momento da publicação. 

    Outras denúncias 

    Ainda este mês, o prefeito de Iranduba chamou atenção por contratar um maquinário no valor de R$ 2,8 milhões de reais para a recuperação de vicinais do município. Além do alto valor, Augusto foi questionado pela demora do início das obras na maior parte da região. 

    Seu opositor, o vereador Luis Carlos Velho, realiza o trabalho de fiscalização dos contratos realizados pela prefeitura e cita irregularidades. 

    "É um contrato de vicinais. Eu fiscalizei o contrato de duas patrulhas dessas, alugadas pela prefeitura. Deveriam ser oito máquinas trabalhando, no Jandira encontramos apenas duas caçambas, uma patrola e um rolo compactador. Já na costa do Iranduba, no ramal do Barroso, encontramos duas caçambas e uma retroescavadeira", disse ele. 

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