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    Política


    Vanessa diz que não empregou ‘fantasmas’ quando deputada

    A senadora afirmou que já teve uma conversa preliminar com seu advogado em Brasília – foto: Agência Senado
     
     
    A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) afirmou que nunca empregou funcionários fantasmas em seu gabinete, em Brasília, no período em que foi deputada federal. “De jeito nenhum”, disse.
    Segundo ela, ao tomar conhecimento de matéria jornalística publicada no ‘Valor Econômico’ e ‘Correio Braziliense’, de que o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) a estaria investigando por suposta prática de corrupção e enriquecimento ilícito, ela foi “tomada de surpresa”.
    Na edição do Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira, 11, foi publicada a decisão do MPF, tomada na segunda-feira, 7.
    O MPF não divulga detalhes sobre a denúncia e, nem quantos funcionários fantasmas haviam sido empregados em seu gabinete. Conforme a publicação do Diário Oficial, a denúncia teria partido da Federação Nacional dos Estudantes de Direito e do Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (DCE-UEA).
    A senadora afirmou que já teve uma conversa preliminar com seu advogado em Brasília, que vai buscar  informações junto ao MPF. “O conhecimento que tenho é o mesmo que saiu no Diário Oficial”, respondeu a parlamentar ao ser questionada sobre o fato.
    Ela reforçou que está à disposição do Ministério Público Federal, mas que vai esperar  ser notificada.Instigada pela reportagem, a senadora acredita que a denúncia deve ser referente a um fato que aconteceu em 2008, mas que não a envolvia diretamente e sim fazia acusações ao seu partido.
    “Uma entidade usada por pessoas a quem nós fazemos oposição. Um deputado estadual que saiu aos quatro cantos falando disso. Da minha parte, o que o MPF está fazendo agora é abrir o procedimento de investigação. Verificar se há veracidade na notícia ou não”, disse a senadora.
    Vanessa ressaltou que fica preocupada porque, a seu ver, parece que é uma ação em cadeia. “Uma tentativa de me desmoralizar. Eu, que tenho uma história política neste Estado. Levo uma vida simples, como a maioria das pessoas. Não tenho bens, não sou empresária”, rechaçou.