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    Política


    Os ‘gargalos’ que prefeitos do interior estão enfrentando no início de mandato

    O EM TEMPO conversou com alguns prefeitos recém-empossados, que alegam ter recebido prefeituras com problemas de infraestrutura, na saúde e na educação, e principalmente acúmulo de lixo nas cidades. Além de problemas financeiros herdados de seus antecessores.
    A queixa mais recorrente entre os prefeitos é em relação à coleta de lixo. Segundo o prefeito Carlos Gonçalves (PMDB), o Carlinho, do município de Uairini (distante a 570 quilômetros de Manaus), quando tomou posse a cidade estava tomada pelo lixo até na zona rural.
    O mesmo problema aconteceu nos municípios de Maraã, Caapiranga e Manacapuru. Nesta última cidade, o prefeito Washington Régis (PMDB), disse que em decorrência do acúmulo de detritos nas ruas estavam surgindo doenças como a dengue.
    Já em Atalaia do Norte (distante a 1.138 quilômetros de Manaus), o novo prefeito, Nonato Tenazor (PDT) - que foi vereador por dois mandatos na sua cidade - disse que a situação do seu município não difere das demais.
     
     
    "Está difícil", declarou. Tenazor vai pleitear junto ao Estado e governo federal maneiras de recuperar o município.Em Urucará, Novo Airão e Mancapuru, os prefeitos eleitos disseram que não houve processo de transição. Felipe Antônio (PSD), de Urucará, disse que o ex-prefeito se recusa a devolver documentos que pertencem ao município. Nas palavras dele, a prefeitura foi entregue "saqueada e depredada". "Hoje estamos trabalhando para recuperar a prefeitura", explicou.
    Novo Airão foi um dos municípios que decretaram estado de emergência. De acordo com o procurador-geral do município, André Souza, o ex-prefeito Leosvaldo Roque (PSD) se recusou a instalar o processo de transição. Ele também contou que os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foram bloqueados em virtude da não prestação de contas da administração anterior e pendências previdenciárias do município.
    Em Manacapuru, Washington Régis informou que os salários dos servidores estão atrasados desde dezembro. Ele instituiu uma equipe de levantamento para saber como está a situação administrativa da cidade. O município vem de um histórico de instabilidade política no último mandato do ex-prefeito Ângelus Figueira (PV), que ao longo dos últimos 4 anos teve que se revezar no mandato com o adversário Edson Bessa (PMDB).
    Mesmo com todos os problemas relatados, os gestores afirmam estarem cumprindo, na medida do possível, as promessas de campanha. Segundo eles, as prioridades estabelecidas são: saúde básica, iluminação pública, desassoreamento de igarapés, coleta de lixo, mutirões de limpeza e capinação.