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    Palmeiras cala Bombonera e se garante nas oitavas da Libertadores

    Com gols de Keno e Lucas Lima, time alviverde derrotou o Boca Juniors por 2 a 0, espantou as críticas e está classificado par ao mata-mata da competição

    O jogador Keno, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do CA Boca Juniors, durante partida válida pela fase de grupo, quarta rodada, da Copa Libertadores, no Estádio La Bombonera. | Foto: Cesar Greco / Palmeiras

    São Paulo - Quem chegou à Argentina sob protestos voltará para São Paulo como o primeiro time classificado para as oitavas de final da Copa Libertadores. O Palmeiras conseguiu a redenção na quarta-feira (25) ao vencer por 2 a 0, com total domínio, o temido Boca Juniors, na La Bombonera, em Buenos Aires, e se garantir com duas rodadas de antecipação na próxima fase.

    A melhor atuação do time no ano veio justamente no aniversário do técnico Roger Machado, encerra um período instável e entra para a história. Foi a primeira vitória palmeirense em La Bombonera pela Libertadores e a quinta de um time brasileiro no estádio pela competição.

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    Depois de desembarcar em Buenos Aires recebido com algumas cobranças, a missão inicial era clara. Se não se acalmasse em campo, o Palmeiras sentiria a pressão do estádio lotado e se tornaria presa fácil. A equipe, no entanto, mostrou muita maturidade.

    O time alviverde conseguiu controlar a partida e não deixar o Boca Juniors criar. Os argentinos só levavam perigo quando o veloz Pavón partia para cima de Marcos Rocha. Em uma falta acertou o travessão, inclusive. Fora isso, a equipe alviverde era tão segura que nem parecia alvo de reclamações da própria torcida.

    A ferocidade de La Bombonera estava domada e aos 39 minutos o time acabou premiado. Marcos Rocha cruzou e Keno, de cabeça, tirou do goleiro Rossi para fazer 1 a 0. Foi a senha para a equipe argentina querer se impor, de um jeito ou de outro.

    Os jogadores do Boca Juniors começaram a ficar irritados e causar discussões em campo. A equipe recebeu dois cartões amarelo logo depois e quase chegou ao empate. O bom primeiro tempo deu segurança para o Palmeiras tentar repetir a atuação na etapa final. Como se diz no futebol atual, era preciso "saber sofrer". Porém, o time foi além disso, ao ter uma atuação exemplar, digna de virar modelo para o resto da Libertadores.

    O contra-ataque bem armado, os toques pacientes e a defesa segura (o goleiro Jailson foi bem de novo) eram os pilares da concretização do resultado. Eis que o arqueiro do Boca Juniors ajudou. Rossi saiu mal após lançamento longo e deu chance para Lucas Lima tocar por cobertura, aos 21 minutos do segundo tempo. Jogo resolvido.

    A partir disso, o Palmeiras tocou a bola com ainda mais autoridade. Antes do jogo terminar, a torcida argentina já deixava o estádio, enquanto que os 2 mil alviverdes, espremidos no canto superior da antes temida La Bombonera, vibravam com o feito do time.

    Resposta em campo

    O meia Lucas Lima afirmou ontem, depois da vitória do Palmeiras, que o resultado serve como uma espécie de acerto de contas. O autor do segundo gol do resultado positivo em La Bombonera disse que o placar é fruto da dedicação do time em superar as críticas e se fortalecer para o restante da temporada.

    "Resultado muito importante, acho que nosso time vem sempre merecendo. Às vezes, as coisas não acontecem como a gente imagina e somos bombardeados de críticas", disse. O jogador marcou o segundo gol com a camisa do Palmeiras e amenizou, assim, críticas dos torcedores depois de atuações ruins em partidas anteriores, quando até mesmo foi substituído no segundo tempo.

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