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    Direção e Álcool


    Álcool e direção: especialista explica riscos de combinação perigosa

    De acordo com o Detran-AM, o número de motoristas flagrados embriagados teve um aumento de 144,18%

    Em todo o mundo, mais de 3 milhões de pessoas morreram por uso nocivo de álcool | Foto: Divulgação

    Manaus - Álcool e direção é sempre uma combinação perigosa e, muitas vezes, fatal. No entanto, muitos condutores continuam desrespeitando as leis do trânsito e colocando em risco sua vida e a de outras pessoas.

    De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), de janeiro a abril deste ano, 525 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica, no estado. O número corresponde a um aumento de 144,18% na comparação com igual período do ano passado, quando 215 motoristas foram flagrados embriagados ao volante.

    O cardiologista do, Luiz Saraiva, explica que apesar de ser legalmente liberado para uso, o álcool é uma droga psicoativa, ou seja, atua diretamente no cérebro, causando problemas, também, em diversas outras estruturas do corpo humano.

    “O álcool é absorvido rapidamente pelo estômago e duodeno e, em instantes, cai na circulação sanguínea. Na primeira passagem pelo fígado, começa a ser parcialmente metabolizado, ou seja, o organismo procura formas para se livrar dessa substância, como por meio da urina, suor e hálito”, explica Saraiva.

    Ele considera que ter conhecimento dessas características do metabolismo do álcool é muito importante para estabelecer um parâmetro em relação ao beber e dirigir. Quem bebeu um copo de chopp ou de vinho deve esperar pelo menos uma hora para poder dirigir um automóvel com mais segurança.

    Efeitos imediatos

    O médico explica que dependendo da quantidade ingerida e da condição física do indivíduo, os efeitos imediatos do álcool mais comuns no organismo podem ser: fala arrastada, sonolência, vômitos, azia e queimação no estômago, dor de cabeça, visão e audição alteradas, alteração na capacidade de raciocínio, falta de atenção, alteração na percepção e coordenação motora, black out alcoólico que são falhas de memória em que o indivíduo não consegue lembrar do que aconteceu enquanto estava sob a influência do álcool; perda de reflexos, perda de julgamento da realidade, coma alcoólico.

    Efeitos a longo prazo

    O especialista também enfatiza que o consumo regular de mais de 60g por dia, que equivale a 6  chopes, 4 taças de vinho ou 5 caipirinhas pode ser prejudicial à saúde, favorecendo o desenvolvimento de doenças como hipertensão, arritmia e aumento do colesterol. As 5 doenças que podem ser causadas pelo consumo de álcool excessivo são:

    hipertensão, arritmia cardíaca, aumento colesterol, aumento da aterosclerose, que é um acúmulo de placas de colesterol nas paredes das artérias, o que causa obstrução do fluxo sanguíneo, e cardiomiopatia alcoólica, condição onde o músculo cardíaco torna-se inflamado e ampliado, causando insuficiência cardíaca. 

    Legislação de Trânsito

    De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista parado em uma blitz que se recusar a assoprar o bafômetro também comete infração gravíssima com penalidade de multa no valor de R$ 2.934,70, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por um ano e acréscimo de 7 pontos na CNH. Em caso de reincidência em até um ano, a multa será dobrada, para R$ 5.869,40, e a CNH pode ser cassada.

    A legislação estabelece, ainda, que qualquer quantidade de álcool registrada no bafômetro sujeita o motorista à infração gravíssima. Caso o aparelho registre uma quantidade igual ou superior a 0,3 miligramas de álcool, o condutor será acusado de crime de trânsito, segundo o artigo 306 do CTB, com detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão da habilitação.

    *Com informações da assessoria

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