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    Diagnóstico


    Teste genético amplia precisão do diagnóstico do câncer

    O médico oncologista Ramon Andrade de Mello explica os avanços da ciência para conhecer a doença. Os avanços das pesquisas para o diagnóstico e o tratamento dos diversos tumores têm contribuído para a cura de milhares de pacientes em todo o mundo.

    O tratamento para cada caso pode depender de uma avaliação de uma equipe médica | Foto: Divulgação

    A União Internacional Contra o Câncer (UICC) definiu que o Dia Mundial do Câncer deve ser lembrado no dia 4 de fevereiro como forma de aumentar a conscientização da população sobre a doença. Os avanços das pesquisas para o diagnóstico e o tratamento dos diversos tumores têm contribuído para a cura de milhares de pacientes em todo o mundo.

    Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), aponta o uso dos testes genéticos como um grande aliado na prevenção, diagnóstico e tratamento dos tumores cancerígenos.

    “Essa é uma área que tem avançado muito nos últimos anos e esses testes estão cada dia mais próximos da população. Com o diagnóstico genético, estamos inclusive olhando para particularidades que possam evoluir para um tumor. Assim, podemos tomar medidas preventivas com muita antecedência”, explica o especialista.

    O professor da Unifesp esclarece ainda que as pesquisas genéticas contribuem para o avanço da produção de medicamentos específicos para cada caso de tumor cancerígeno: “Isso nós chamamos de terapia-alvo. O medicamento foi produzido para atuar impedindo a replicação da molécula de determinado tipo de câncer. Esse é o novo cenário no tratamento da doença, que está ajudando a salvar vidas”.

    Etapas

    O especialista aponta que o rastreamento oncológico vai se tornar uma opção cada vez mais frequente. A partir de uma primeira avaliação clínica, analisando hábitos e antecedentes cirúrgicos, o profissional poderá realizar um planejamento de rastreamento individualizado, de acordo com o perfil clínico do paciente.

    “A partir dos 50 anos de idade, pacientes que fumam mais de dois maços de cigarro por dia, aqueles com antecedentes de câncer na família, entre outros, indicamos o procedimento como forma de prevenção”, esclarece o oncologista.

    A avaliação analisa ainda fatores de risco como os ambientais, ocupacionais (como atividades laborais de risco com exposição frequente a resíduos causadores de tumores cancerígenos), exposição solar, entre outros. “Na suspeita de tumor maligno, o diagnóstico deve ser feito com biópsia, normalmente seguido por radiologia e outros exames que serão prescritos a critério do médico para cada caso”, explica Ramon Andrade de Mello.

    O tratamento para cada caso pode depender de uma avaliação de uma equipe médica, geralmente formada por um oncologista e especialistas de outras áreas. O tratamento pode ser feito por radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou terapia-alvo.

    “É importante ressaltar que, quando mais precoce diagnosticado o tumor, maiores serão as condições de resultado positivo do tratamento. Por isso, a visita frequente ao médico é um fator essencial na prevenção”, aponta o professor da Unifesp.

    *Com informações da assessoria