Carnaval


Beijo no Carnaval: risco de infecções aumenta neste período

Conheça a doença do beijo e os sintomas deste problema

Beijo pode transmitir diversas infecções no Carnaval | Foto: Freepik

Manaus - Carnaval, alegria e muita gente bonita, o que parece ser pura folia em fevereiro, pode ser o ambiente perfeito para trocar salivas e contrair uma infecção. O infectologista Marcelo Cordeiro, consultor médico do Sabin Medicina Diagnóstica explica melhor sobre este risco. 

No período do Carnaval é muito comum o aumento da conhecida como doença do beijo. A mononucleose infecciosa, nome científico, é transmitida por meio do vírus Epstein-Barr (VEB), transmitido pela saliva, não somente do beijo, mas também de objetos compartilhados, como copos e canudos.

Seus sintomas incluem fadiga, febre, irritação na pele e glândulas inchadas. “A pessoa pode desenvolver um quadro de febre acompanhado de dor de garganta. Essa febre pode durar alguns dias, algumas semanas”, explica o infectologista.

Por ter sintomas parecidos com os de outras infecções (como amidalite bacteriana e até HIV em fase muito inicial), ao notar os sinais, é importante procurar um médico para o diagnóstico correto. “Não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizem os sintomas”, conta Flávia Cunha Gomide, infectologista da Doctoralia.

Um fato interessante sobre a mononucleose é que o material genético do vírus fica para sempre no corpo do indivíduo que foi contaminado. Alguns estudos têm relacionado o vírus a doenças mais graves como como lúpus, diabetes e esclerose múltipla. Por isso, é preciso ficar atento. Ainda há muito para se estudar em relação a esse vírus. 

O ideal mesmo é ter moderação e selecionar cuidadosamente os pretendentes, pois a única forma de se prevenir é não beijando.  

Outras infecções transmitidas pelo beijo 

Outras infecções que acometem um grande número de pessoas neste período é a candidíase oral, ou sapinho. O sapinho provoca lesões brancas na língua ou na parte interna das bochechas. Acomete especialmente pessoas com imunidade muito baixa. 

Muitas pessoas não sabem, mas um dos fatores que desencadeiam os sintomas de candidíase é a alimentação rica em carboidratos. 

A infecção é causada pelo fungo candida albicans, que procura sempre um ambiente ácido para se reproduzir. Os carboidratos contribuem para essa acidez. Além disso, as células deste fungo precisam de glicose para constituir suas paredes celulares e se multiplicarem. 

Sendo assim, os alimentos que aumentam a glicose são os maiores inimigos de quem tem candidíase de repetição. Alguns dos que são muito consumidos pelos amazonenses são farinhas brancas e seus derivados, o arroz branco e itens ricos em açúcar.

Outro vírus que ameaça o Carnaval é o herpes. Este vírus causa feridas contagiosas, na maioria das vezes ao redor da boca ou nos órgãos genitais.

Marcelo explica que nenhuma destas condições citada acima têm vacina. Mesmo assim, neste período, as pessoas devem se lembrar de se cuidar, mantendo a carteira de vacina em dia e usando o preservativo em todas as relações sexuais. 

As dicas da infectologista Flávia são: 

- Tenha hábitos saudáveis. Exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam sua resistência para se defender contra infecções;

- Cubra a boca com a parte interna do braço quando for tossir ou espirrar;

- Não compartilhe alimentos, pratos, copos e outros utensílios;

- Higienize as mãos com álcool gel;

- Mantenha a sua vacinação em dia.