CLAMÍDIA


Folia com saúde: saiba o que é clamídia e como se proteger no Carnaval

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Clamídia é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns | Foto: Pixabay

Manaus - Há quem diga que o ano só começa depois do Carnaval. É claro que você não vai querer começar 2020 com uma infecção sexualmente transmissível, até porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias são registrados ao menos um milhão de casos de ISTs curáveis, no mundo. Com um dado tão alto, é importante ficar por dentro dos sintomas e modos de prevenção de uma das infecções consideradas mais comuns: a clamídia. 

A IST causa, na maioria das vezes, infecção nos órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Além disso, pode atingir homens e mulheres com vida sexual ativa, pois causa dor durante o sexo. É o que explica o Ministério das Saúde, em seu site informacional.

A infecção não escolhe idade. Basta que a pessoa transe com quem estiver contaminado e sem usar os preservativos adequados. Ainda assim, ela é mais comum em pessoas de 15 a 49 anos, segundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC/2017).

Nesse contexto, para curtir a folia do maior Carnaval de rua do mundo, é ideal que a atenção esteja dobrada. “É preciso utilizar preservativo durante o ato sexual, seja ele oral, vaginal ou anal”, orienta Marcelo Cordeiro, infectologista e consultor médico do Laboratório Sabin. 

Suspeita

Caso tenha feito sexo sem proteção, o especialista indica buscar uma unidade básica de saúde para realizar os testes de infecções sexualmente transmissíveis, mas já adianta alguns sintomas. "Pode ter dor ao urinar, corrimento de cor amarelada e dor no ato sexual", explica Marcelo, e ressalta que no caso dos homens também pode haver dor nos testículos. 

Segundo o profissional, o autodiagnóstico não deve substituir um atendimento médico, porque os sintomas da clamídia por vezes se assemelham ao da gonorreia, sendo necessário especificar qual infecção a pessoa pode estar acometida, para um melhor tratamento. "É bom deixar claro que a clamídia tem cura. O tratamento é feito com antibióticos, como azitromicina  doxiciclina, devidamente indicados por médico", afirma ele.

Por fim, Dr. Marcelo diz que se uma pessoa recebe o diagnóstico de clamídia ou outra IST, é importante levar também o parceiro sexual ao médico, por conta dos riscos de infecção, ainda que os sintomas não apareçam de primeira. 

Riscos 

Caso não trate a clamídia, a infecção pode facilitar a contaminação por HIV, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, pode gerar complicações como infertilidade e dor constante nos órgãos sexuais e pélvis. 

Já no caso das grávidas, pode ocasionar parto prematuro, infecção pós-parto e até mesmo passar a clamídia para o bebê. "Por isso, a gestante não pode deixar de fazer o pré-natal. Assim é possível descobrir se há infecção e iniciar o tratamento", comenta o Dr. Marcelo.