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    COVID-19


    Anvisa aprova uso de testes rápidos contra coronavírus

    Empresas brasileiras trazem produtos de países como China e Espanha

    Faltam testes para identificar a presença do vírus nos seres humanos | Foto: Divulgação

    De acordo com a  recomendação do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, em discurso neste mês, a opção é realizar testes para combater a disseminação da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

    Faltam testes para identificar a presença do vírus nos seres humanos. Como nem todas as pessoas com sintomas conseguem receber um diagnóstico, a OMS já trabalha com a leitura de que há, em muitos países, uma subnotificação de casos.

    Foi para lidar com este desafio no Brasil que a Anvisa, agência que aprova medicamentos e tratamentos no país, começou nos últimos dias a dar aval a novos tipos de testes para coronavírus. Foram aprovados na semana passada os primeiros testes chamados “rápidos”, que usam um tipo de tecnologia diferente da usada atualmente. Muitos conseguem mostrar diagnóstico em 10 minutos e exigem menos profissionais para operar o processo.

    Na quinta-feira, 19, foram aprovados oito testes pela Anvisa, todos do tipo rápido — conhecido na nomeclatura técnica como imunocromatográfico. Nesta segunda-feira, 22, a agência publicou no Diário Oficial da União outras três aprovações. Dois são do tipo mais usado hoje no Brasil, o chamado biomolecular, e um do tipo rápido.

    Como funcionam os novos testes

    As novas aprovações da Anvisa podem ajudar a aumentar exponencialmente o número de testes disponíveis e tornar mais precisos os panoramas sobre o coronavírus no Brasil.

    Os testes “rápidos” têm esse nome por um motivo. Em muitos deles, os resultados podem sair em menos de 20 minutos, e não é preciso uma grande análise laboratorial para que se saiba os resultados.

    Doações

    A falta de testes vai ficando mais latente à medida em que aumenta o número de casos confirmados. O Brasil tinha até a noite desta segunda-feira, 23, mais de 1.800. No começo, antes dos 100 ou 200 casos, testar era mais fácil. Com o tempo, até mesmo laboratórios particulares e hospitais que atendem à classe alta começaram a restringir os testes apenas a pacientes com sintomas mais graves.

    *Com informações do Exame