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    Inovação


    Telemedicina tem se mostrado útil para quem não pode sair de casa

    Método chegou no Amazonas durante a pandemia para conter a aglomeração de pessoas nas unidades de saúde

    | Foto: divulg

    Manaus – O avanço causado pelo novo coronavírus mudou os hábitos e a rotina na vida de toda a população. A pandemia também trouxe novos métodos usados na área da saúde para atender pacientes que estão evitando sair de casa em meio a situação atual. Um deles, é a telemedicina, que já é usada no Brasil desde 1994, mas passou a ganhar destaque em Manaus desde o início da pandemia.

    A telemedicina tornou possível a transmissão e o compartilhamento de informações médicas a quaisquer distâncias, com segurança e melhorias também na qualidade do atendimento, tornando a saúde acessível a qualquer hora e lugar, seja para exames de rotina ou em situações de urgência, esse é um apoio decisivo, contribuindo para a prevenção, diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças, lesões e outras condições médicas.  Na capital amazonense foi liberado pelo Conselho Federal de Medicina após o início da pandemia e está presente em hospitais, clínicas, consultórios e até em ambulâncias

    E apesar de prática, a inovação ainda traz algumas dúvidas aos usuários. De acordo com a dermatologista, Dr. Valeska Francesconi, que realiza serviços pela telemedicina, o método é seguro desde que feito da forma correta.

    “Trabalho junto com meu marido que também é dermatologista, nós escolhemos um sistema com nível de segurança máximo para a entrega das informações, somente eu consigo abrir utilizado uma chave digital. Quando as situações exigem ferramenta de vídeo, as conversas são feitas em ambiente virtual exclusivo, que discutimos os principais aspectos necessários para a conclusão diagnóstica e tomada de conduta, sem necessidade de exposição de imagens no vídeo, além de informações que podem constar apenas nos formulários”, explicou Valeska.  

    De acordo com a dermatologista, o método também é eficaz para casos considerados do ramo considerados mais simples.

    “Nós, dermatologistas, somos treinados para diagnosticar por imagens. Logo, se as imagens estiverem de boa qualidade conseguimos realizar o atendimento com uma ótima precisão. E, considerando a situação em que nos encontramos, evitando assim deslocamentos desnecessários, no entanto, as consultas presenciais não são descartadas”, ressaltou a dermatologista.

    A imunologista e alergista, Nádia Betti que também trabalha com o método, explicou que em casos de alta complexidade é necessário realizar consultas presenciais.

    “Na alergia e imunologia é possível o atendimento por meio da telemedicina a diversas afecções e também realizarmos o acompanhamento de pacientes dando as orientações necessárias, já que as doenças alérgicas muitas vezes são crônicas. Já em casos de alta complexidade, principalmente em se tratando de primeira consulta, devem permanecer presenciais como primeira opção, pois podemos por meio das consultas investigar melhor as causas e realizar análises”, alertou Nádia.

    Ao contrário do que se pensa, mesmo em consultas virtuais, os profissionais usam os receituários médicos como ferramenta de trabalho, na telemedicina ele também migra para a forma virtual.

    “Por meio de uma plataforma que permite assinarmos e mandarmos a receita pelo e-mail que o paciente informa. É simples e seguro”, explicou a alergista.

     Rede Pública

    Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), a rede pública de saúde do Estado começou a usar a telemedicina, por meio de um aplicativo SASI, que reúne um conjunto de serviços essenciais aos cidadãos visando, exclusivamente, o combate à disseminação da Covid-19. Um desses serviços, permite que pacientes que testaram positivo para o vírus e estão em isolamento domiciliar, mantenham contato com profissionais de saúde de forma virtual, para que possam relatar sobre a sua condição clínica durante a quarentena.

    Em caso de algum agravamento do quadro, o paciente poderá acionar um botão de alerta na própria plataforma, onde receberá orientação sobre como deve proceder para buscar serviço de saúde. O aplicativo também oferece o serviço de atendimento virtual para o restante da população, que suspeite de ter sido infectada, possa tirar dúvidas com profissionais online. O atendimento começa com inteligência artificial, onde as perguntas mais comuns recebem respostas automáticas. E conforme o nível de questionamento for aumentando, profissionais treinados passam a assumir o controle das respostas.

    A ferramenta também é um método de evitar a alta demanda em unidades de saúde e ainda, possibilitar o atendimento especializado, principalmente, no caso de moradores de municípios distantes da capital. O aplicativo foi desenvolvido por meio de uma parceira da empresa SASI telecomunicação Ágil, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) com o Governo do Amazonas.  

    Confira a reportagem da TV Em Tempo:

    | Autor: TV Em Tempo