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    Fake News podem prejudicar saúde dos pacientes', alerta oncologista

    Notícias falsas oferecem riscos à sobrevida das pessoas em tratamento

    | Foto: Divulgação

    As Fake News são um grande perigo para a saúde da população. A exposição a informações falsas e enganosas pode reduzir a adesão dos pacientes aos tratamentos recomendados pelos especialistas.

    “As notícias mentirosas podem diminuir a sobrevida dos pacientes, principalmente aqueles em tratamento contra doenças como o câncer”, ressalta Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal). 

    O especialista é um dos autores de um artigo publicado recentemente na revista científica ESMO Open, da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (da sigla em inglês ESMO). O texto relata os suportes aos pacientes e seus familiares no combate às Fake News em medicina. “Os impactos vão desde a adoção de outros procedimentos no tratamento até ao uso de medicação inadequada”, aponta o professor da Unifesp.

    O médico oncologista explica que outro grande problema das Fake News é a indicação do uso de remédios inadequados para determinados tratamentos. “Existe um mercado pirata de medicamentos, que podem até mesmo levar à morte o paciente. Temos ainda aqueles que não têm comprovação científica da sua eficácia”, alerta o especialista.

    Para combater a desinformação, o médico oncologista indica que as pessoas procurem a orientação dos profissionais da área. Em caso de pesquisa, a sugestão é buscar informações em sites das sociedades da área médica. “Nos últimos anos, a multiplicação das Fake News está avassaladora e tem provocado grande influência na população. As pessoas também devem denunciar os responsáveis por essa prática criminosa”, ressalta o professor da Unifesp.

    Sobre Ramon Andrade de Mello

    Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

    O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é membro do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO). 

    O oncologista é do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo, SP, e do Centro de Diagnóstico da Unimed (CDU), em Bauru (SP).