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    Vitamina D


    Especialista fala sobre a terapia endovenosa em relação à Covid-19

    A médica ortomolecular Caroline de Oliveira Frota ressalta que as pessoas devem procurar informações confiáveis sobre o assunto

    | Foto: Divulgação

    Durante o período em que o planeta mudou de forma drástica sua rotina, muito  tem se falado sobre cuidados e recomendações para evitar o contágio e a proliferação do Covid-19. Além disso, toda semana novas pesquisas com soluções e propostas diferentes têm surgido e prometido um pouco de esperança na luta contra um inimigo tão pouco conhecido e que age de forma silenciosa.  No entanto, muitas dessas possíveis alternativas para cura ou prevenção não fornecem dados suficientes que possam chamar atenção para um protocolo reconhecido e definitivo.

    Um dado que passou a ganhar destaque e que relaciona maiores riscos para Covid-19 é a deficiência em vitamina D. Aliado a isso e já conhecida para muitas pessoas e utilizada por alguns famosos, como David Brasil, a atriz Viviane Araújo e celebridades internacionais como Madonna, Rihanna e Wyneth Paltrow é a terapia endovenosa à base de vitaminas, minerais e aminoácidos, que além de promover o aumento da imunidade garante benefícios no bem-estar de um modo geral. Mas será que existe algo de concreto que possa contribuir positivamente na luta contra a doença?    

    De acordo com a médica ortomolecular, Dra. Caroline de Oliveira Frota é bom ressaltar que antes de mais nada, as pessoas devem procurar informações confiáveis sobre o assunto com fontes seguras e profissionais sérios. É bom lembrar ainda que os procedimentos não evitam o contágio mas podem contribuir para uma resposta positiva do sistema imunológico. “A Vantagem da terapia com soros é a administração de vitaminas e minerais diretamente na veia, não havendo perdas ao longo do processo digestivo. Desta forma, existe uma maior absorção dos nutrientes pelo fato de eles caírem direto na corrente sanguínea. No soro, são incluídas vitaminas que, de acordo com a combinação, podem aumentar a imunidade do organismo”, observa a especialista.

    A médica explica que os tipos de doses de nutrientes podem variar, mas além de serem consideradas seguras só podem ser administradas após o paciente se submeter a avaliação médica de suas reais necessidades. “As doses são ministradas de forma baixa e com todos os cuidados e procedimentos necessários para benefícios e o aumento da qualidade de vida do paciente”, aponta

    Entre as combinações estão os antioxidantes citando como exemplo: (vitamina C, resveratrol e o aminoácido glutationa, entre outros) que evitam danos às células e trazem mais energia e bem-estar. Vitaminas do complexo B (B1, B2, B12 e PQQ) ajudam no combate aos radicais livres e aumentam a energia. Minerais como: (Zinco, magnésio e selênio) – Suprem deficiências de minerais e melhoram o humor e a imunidade. Os aminoácidos (HMB, leucna, lisina, L-carnitina) – Reforçam a imunidade e também auxiliam no emagrecimento e promovendo ainda o aumento de massa muscular.

    A especialista diz que a terapia intravenosa não é nenhuma novidade, mas está sendo procurada neste momento de pandemia pois é uma alternativa de fornecer as vitaminas e minerais que seu corpo necessita para a manutenção do sistema imunológico. “Constrói seu sistema imunológico para combater infecções futuras, reduz o cansaço e a fadiga e diminui o estresse oxidativo, para que estejamos em condições de pico”, cita. 

    Resistir

    A médica alerta também para os cuidados com a saúde, seja pelo estresse da vida cotidiana ou do impacto de epidemias sazonais, em algum momento a pessoa começará a sentir os efeitos negativos se o seu sistema imunológico estiver sob ataque. “O estresse oxidativo causado pelo acúmulo de radicais livres pode sobrecarregar seriamente nosso sistema imunológico, e é por isso que incluímos durante as aplicações poderosos antioxidantes, como glutationa, cisteína e arginina, que combatem os radicais livres”, afirma, lembrando que a vitamina C é o rei dos nutrientes que aumentam a imunidade, mas é importante ressaltar a importância do zinco na manutenção de um sistema imunológico saudável.

    Caroline Frota,  médica ortomolecular
    Caroline Frota, médica ortomolecular | Foto: Divulgação

    Novas pesquisas sobre vitaminas e Covid

    Caroline destaca que as altas doses de vitamina C estão atraindo atenção da comunidade cientifica como uma maneira poderosa de potencialmente mitigar os efeitos do coronavírus.  “Essas doses ultra-altas de vitamina C são especuladas para combater a resposta imune maciça e a subsequente na insuficiência respiratória observada na infecção por coronavírus de algumas formas e vários hospitais de Nova York aprovaram a vitamina C intravenosa como terapia pela primeira vez em estudos realizados sobre o vírus”, aponta a médica.

    A vitamina C, segundo os estudos apontados podem realizar a supressão da resposta inflamatória superreativa nos pulmões, minimizando o acúmulo de células imunes nos tecidos dos mesmos. Também contribuem para a diminuição da liberação de citocinas (mensageiros químicos envolvidos na resposta imune), diminuindo a capacidade do vírus de se reproduzir e se espalhar. Além disso, neutralizando o estresse oxidativo causado pelas enormes quantidades de ferro flutuando na corrente sanguínea. “Essas novas pesquisas destacam que Idealmente, a dose alta de vitamina C pode ser administrada por via intravenosa, onde é mais facilmente absorvida e utilizada intracelularmente. Mas a vitamina C oral também pode ser benéfica se tomada corretamente. Enquanto a vitamina C oral regular, sem receita, pode causar diarreia e a vitamina C lipossômica em intervalos freqüentes não é, e é uma maneira eficaz de aumentar os níveis intracelulares”, diz.

    Glutationa Além disso, os estudos apontam a glutationa como um potente antioxidante encontrado naturalmente na maioria das células do seu corpo. “A glutationa desempenha alguns papéis importantes na função imunológica funcionando como uma molécula de sinalização - ajudando a equilibrar os níveis de inflamação e a modular a resposta do sistema imunológico reduzindo lesões oxidativas e neutralizando toxinas prejudiciais ajudando regulação da proliferação celular e apoptose”, explica. 

    Outra novidade é a glutationa inalada (aerossolizada ou nebulizada) que já está sendo usada no tratamento de uma variedade de condições relacionadas à respiração vem ganhando atenção como uma possível opção de tratamento para o COVID-19. “Há uma montanha crescente de evidências que atestam que a maneira mais eficaz de tomar glutationa pode ser por meio da inalação”, conclui a médica.