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    Prevenção


    Descarga de tampa aberta pode espalhar vírus, mostra estudo

    Segundo estudos, o novo coronavírus pode ser transmitido pelas fezes e deixar a tampa aberta ao acionar a descarga é a principal forma de transmissão

    Acionar a descarga da privada com a tampa aberta pode criar uma nuvem de gotículas que espalha infecções | Foto: Divulgação

    Manaus – O banheiro é um dos cômodos com maior chance de propagação de vírus, as rotatividades das pessoas fazem com que gotículas de doenças infecciosas sejam deixadas no ambiente, essa situação pode aumentar caso a tampa da descarga fique aberta após o uso. A identificação foi realizada por meio de um estudo desenvolvido por cientistas chineses.

    Acionar a descarga da privada com a tampa aberta pode criar uma nuvem de gotículas que espalha infecções, de acordo com uma nova pesquisa desenvolvida por cientistas chineses da universidade de Yangzhou, na China. O estudo usou a modelagem por computador para comprovar como a água liberada na descarga do vaso sanitário pode se espalhar no ar por até 1,80 metro de altura, o cientista que desenvolveu o estudo, Ji-Xiang Wang explicou como o fenômeno acontece.

    “Pode-se prever que a velocidade será ainda maior quando um banheiro for usado com frequência, como no caso de um banheiro de uma família durante um horário movimentado ou de um banheiro público que serve uma área densamente povoada", alertou o cientista.  

    De acordo com a identificação, o risco é ainda maior uma vez que uma pessoa infectada com coronavírus podem tramitar a doença por gotículas no ar que são emitidas por tosses e espirros, objetos contaminados com o vírus e pelas fezes. O médico infectologista, Rodrigo Leitão, destacou os riscos que o uso da descarga com a tampa aberta pode ocorrer nesses casos.

    “Se tratando do coronavírus existe a possibilidade de transmissão fecal e oral, logo quando se dá descarga com a tampa aberta existe a propagação do vírus por meio dos aerossóis por um determinado tempo e isso possibilita que pessoas que expostas a esse ambiente seja infectada”, explicou.

     O especialista afirmou ainda que apesar de a característica de contágio está diretamente ligada ao coronavírus, há possibilidade de contágio para vírus e bactérias que podem causar doenças variadas.

    “Quando algum paciente está doente e apresenta um quadro de disenteria aguda as fezes são eliminadas de maneira mais líquida e por jatos que eventualmente deixam resquícios no sanitário, ao dar descarga com a tampa aberta a pessoa que entra no banheiro depois vai ter contato com essas gotículas. Além dos vestígios deixados no ambiente, são gotículas infecciosas que precisam ser eliminadas da forma correta”, destacou Rodrigo.

    Como prevenir?

    O especialista ressaltou que manter a higiene e a limpeza do ambiente são as principais formas de prevenção
    O especialista ressaltou que manter a higiene e a limpeza do ambiente são as principais formas de prevenção | Foto: Reprodução

    De acordo com Rodrigo, as formas de prevenção e combate a exposição de gotículas infeciosas podem ser feitas de maneira simples, mantendo as práticas de higiene sempre ativas e realizando a limpeza do ambiente.

    “Lavar as mãos é a principal atividade que devemos fazer após o uso do banheiro, em momento como esta essa prática é ainda mais importante. Após o uso, acione a descarga com a tampa fechada isso vai evitar que a próxima pessoa se contamine, é importante ressaltar que as práticas devem ser realizadas em qualquer banheiro, pois existem pacientes assintomáticos, logo não podemos relaxar para as prevenções em casa”, alertou.

    O especialista orientou ainda que os cuidados de higiene devem ser redobrados ao usar banheiros públicos, como no trabalho, em restaurantes e até mesmo em shopping e lojas onde há um fluxo maior de usuários no cômodo.

    “Mesmo que as pessoas voltem para as suas rotinas é importante lembra que a pandemia não chegou ao fim, por isso os cuidados precisam continuar. Ao usar banheiros públicos é indicado que verifique se ele está limpo e se responsabilizar de manter o ambiente higienizado para o próximo, no caso das mulheres é possível usar sacos ou lenços protetores”, recomendou Leitão.

    O especialista orientou ainda que os cuidados de higiene devem ser redobrados ao usar banheiros
    O especialista orientou ainda que os cuidados de higiene devem ser redobrados ao usar banheiros | Foto:

    O infectologista orientou ainda, que as famílias que possuem apenas um banheiro na casa precisam manter o local higienizado com frequência.

    “Cada um pode lavar o sanitário com água sanitária, que possui agentes que combate o vírus e higienizar o local para que outros membros não tenham contato com os aerossóis infeciosos. Em casos de família com membros em isolamento domiciliar o cuidado precisa ser dobrado na hora de higienizar e usar o cômodo”, finalizou o especialista.

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