Coronavírus


Especialista diz motivos para não relaxar em medidas contra o Covid-19

O uso da máscara, do álcool gel e a lavagem criteriosa das mãos com água e sabão devem ser parte da rotina de todos

Lavar corretamente as mãos é uma das medidas de prevenção
Lavar corretamente as mãos é uma das medidas de prevenção | Foto: Reprodução

Manaus  - Com a reabertura do comércio e a volta das cerimônias religiosas em alguns estados, como no caso do Amazonas, o infectologista e consultor médico do Sabin Medicina Diagnóstica, Marcelo Cordeiro, lista três motivos para a população não relaxar nas medidas de prevenção à Covid-19.

O primeiro é que ainda não há uma vacina que proteja contra a doença, embora muitas já estejam em fase de testes; o segundo é que não há ainda um tratamento específico e cientificamente comprovado contra o novo coronavírus, mesmo que diversos protocolos estejam em uso; e terceiro, estudos recentes indicam que os níveis de anticorpos em pessoas que tiveram a Covid-19 podem cair ao longo do tempo, notadamente após dois ou três meses.

“Após esse período já é possível observar uma redução na quantidade de anticorpos nessas pessoas, especialmente naquelas que tiveram poucos sintomas. Isso significa que não se sabe se uma pessoa pode vir a ter Covid novamente ou se estará protegida para o resto da vida. Não há, portanto, nenhum fundamento para o relaxamento nas medidas de prevenção”, reforça o infectologista que é PHD em medicina tropical.

Segundo Cordeiro, o uso da máscara, do álcool gel e a lavagem criteriosa das mãos com água e sabão devem ser parte da rotina de todos. Além disso, é preciso evitar aglomerações e, em caso de ter que sair, seja para trabalhar ou fazer qualquer tipo de compras, adotar o distanciamento social, evitando ficar muito próximo de outras pessoas ou ter com elas qualquer contato físico, como cumprimentos com apertos de mãos, por exemplo.

Cordeiro é  infectologista que e PHD em medicina tropical.
Cordeiro é infectologista que e PHD em medicina tropical. | Foto: Divulgação

“Atualmente, pode-se adquirir diversos produtos e serviços de forma remota, seja por aplicativos, sites ou WhatsApp, então as pessoas só devem sair de suas residências em casos de extrema necessidade, especialmente indivíduos com mais de 60 anos ou com doenças crônicas”, orienta o médico.

Para quem não tem outra alternativa, o especialista lembra que é preciso sempre levar álcool gel na bolsa e usá-lo intensamente, bem como estar de máscara o tempo todo.  “Se a pessoa for passar muito tempo fora de casa, recomendo que leve duas ou mais máscaras, e não relaxe nas medidas de prevenção, pois não sabemos como a doença vai se comportar nos próximos meses”.

Testagem

Por força do decreto governamental 42.330, Manaus está em processo de retomada das suas atividades econômicas, mas para que isso ocorra de forma segura, é importante investir pesado nas medidas de prevenção. Entre elas está a testagem da imunização de trabalhadores.

Atualmente, há três tipos de testes disponíveis para essa finalidade no Sabin: o RT-PCR, considerado padrão ouro; o de sorologia quantitativa e o de sorologia qualitativa (teste rápido).

O primeiro detecta o vírus ainda ativo, é feito a partir de secreções naso-faríngeas e pode ser coletado do primeiro ao sétimo dia de sintomas. “Após o oitavo dia, a quantidade de RNA viral (código genético) no fluído biológico do paciente diminui muito, por isso deve ser feito antes”, explica a biomédica Mayara Alves, coordenadora técnica do Sabin. Ela ressalta que o resultado sai em até 5 dias úteis.

Já o segundo e o terceiro são feitos a partir de amostras de sangue venoso e detectam a produção de anticorpos ao vírus, verificando a resposta imunológica do organismo.

Na sorologia quantitativa é possível enumerar a quantidade de anticorpos IgA, IgM e IgG do vírus, e o ideal é que seja realizada entre o 10º e 12º dia de sintomas, possibilitando saber se a infecção foi recente ou não. O resultado sai em três dias úteis.

Já o ‘teste rápido’ identifica de forma qualitativa a produção de IgM e IgG, permitindo saber se o paciente foi ou não exposto ao coronavírus. A indicação é que a coleta também seja feita a partir do décimo dia de sintoma, e seu grande diferencial é que o resultado sai em no máximo três horas.


*Com informações da assessoria 

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