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    HIV


    Fiocruz faz parceria com GSK para produzir medicamentos contra HIV

    Após a assinatura do contrato, o produto será submetido a registro em nome de Farmanguinhos

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai adquirir novas tecnologias e aumentar a produção de medicamentos destinados ao tratamento de quem vivem com HIV
    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai adquirir novas tecnologias e aumentar a produção de medicamentos destinados ao tratamento de quem vivem com HIV | Foto: Reprodução

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai adquirir novas tecnologias e aumentar a produção de medicamentos destinados ao tratamento de quem vivem com HIV. A Fiocruz, a farmacêutica britânica GSK, e a ViiV Healthcare, especializada em tratmento para HIV, fizeram uma parceria chamada Aliança Estratégica de longo prazo, para o desenvolvimento e a produção de antirretrovirais no Brasil. Tendo como objetivo a fabricação local de uma combinação dos três remédios antivirais, Dolutegravir 50 mg e Lamivudina 300 mg, em dose única diária. 

    A Aliança Estratégica tem várias fases. Após a assinatura do contrato, o produto será submetido a registro em nome de Farmanguinhos. Nos dois anos iniciais, o Instituto recebe o produto produzido pelo parceiro e entrega para o Ministério da Saúde, enquanto isso, ocorre a transferência da tecnologia com a internacionalização da parte de controle de qualidade do medicamento.

    O Dolutegravir 50mg é considerado um dos mais modernos antirretrovirais utilizado atualmente no tratamento de HIV no mundo. O medicamento começou a ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2016 e é distribuído a mais de 300 mil pacientes. Esse número, representa cerca de metade das pessoas em tratamento contra o HIV atendidas pelo SUS.

    Adesão

    Outro aspecto importante, segundo Jorge Mendonça, é a adesão ao tratamento. “Uma coisa que a gente sempre se preocupa é trazer medicamentos que o paciente tenha uma maior adesão ao tratamento. Este também é um tipo de medicamento que se toma menos vezes ao dia e, com isso, aumentam as chances de adesão ao tratamento que é de longo prazo”, destacou.

    Redução de custos

    Na medida em que o Programa de HIV/Aids reduza a dependência dos insumos importados, em médio e longo prazos, o Brasil terá redução de custos nos recursos aplicados no atendimento. Segundo o diretor, o Dolutegravir já teve redução nos preços nos últimos anos, mas pode avançar neste aspecto a partir da produção nacional. 

    O diretor de Farmanguinhos , José Carlos Felner, destacou ainda que no futuro pode ser incluído mais um medicamento para a dose única. “Uma combinação com bons resultados e a de Dolutegravir e Lamivudina. Mas tem uma proposição da gente, no futuro, ter uma combinação de acordo com os estudos que vão sair e serem publicados daqui para a frente de Dolutegravir, Lamivudina e Tenofovir”, adiantou.

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