Fonte: OpenWeather

    Saúde mental


    Psicóloga orienta sobre como controlar o nível de ansiedade

    Saúde mental da população está sendo prejudicada durante a quarentena

    Psicoterapia é um ótimo aliado no tratamento contra a ansiedade | Foto: Reprodução

    Manaus (AM) - A pandemia de coronavírus tem afetado profundamente a saúde física e mental de grande parte da população. Lidar com um número grande de informações diariamente e com o isolamento social, a perda de amigos e familiares e as incertezas com o futuro, não tem sido uma tarefa fácil. Nos consultórios de Psicologia as principais queixas são relacionadas à insegurança, medo, perturbação do sono, dificuldade de concentração, pânico e depressão.

    A psicóloga e professora da Faculdade Santa Teresa, Suky Ramalho, diz que no atual momento é primordial evitar o pessimismo e o negativismo patológico, porque ambos são extremamente nocivos à saúde mental. “Esse tipo de pensamento coloca as pessoas em uma condição de entrega e desistência”, frisou.

    Outro ponto importante, segundo ela, é “vigiar” os pensamentos. “Quando isso acontece, é possível assumir o controle da mente e evitar que o negativismo e os pensamentos pessimistas acarretem alterações de humor e uma noção de insuficiência, de não ser capaz de enfrentar todos os problemas e enxergar soluções viáveis. É fundamental, portanto, buscar encontrar recursos adaptativos frente a essa guerra invisível que todos estão vivendo, possibilitando lidar com os desafios diários de maneira mais equilibrada e emocionalmente saudável”, destacou.

    De acordo com Suky Ramalho, lidar efetivamente com a pandemia e suas consequências não depende apenas da capacidade de adaptação objetiva, mas, principalmente, de uma adaptação subjetiva no modo mais profundo de ser e de enxergar a existência no mundo. Nesse tempo de crise, ser resiliente é mais que sobreviver, é conseguir passar por essa situação e aprender, saindo mais fortalecido. “Os verdadeiros sobreviventes a este cenário caótico, não serão apenas os que venceram a doença, e sim, todos as pessoas que conseguirem se adaptar de modo positivo e ressignificarem a sua vida a partir deste aprendizado”.

    A professora ressalta que controlar o estresse e as suas consequências numa rotina normal já é um grande desafio e isso pode ser mais difícil nesse período de pandemia. Algumas mudanças na rotina podem fazer a diferença e ajudar a minimizar os efeitos causados pelo coronavírus. São eles:

    Filtrar informações – Manter-se informado é importante, porém, evite ficar horas assistindo noticiários e programas sobre o coronavírus. E, quando o fizer, procure se atualizar em sites ou canais oficiais, que dispõem de notícias confiáveis a respeito da pandemia. Esses cuidados podem ajudar a evitar a ansiedade e angústia que, por sua vez, acarretam alterações de humor e uma noção de insuficiência e medo de não ser capaz de enfrentar todos os problemas, prejudicando o relaxamento e a capacidade de discernimento.

    Estabeleça uma rotina diária e organize o tempo – Procure fazer atividades que sejam prazerosas para aliviar o desconforto do momento atual e preencher o tempo. Entre as dicas estão a leitura ou a realização de programas de meditação e relaxamento, assistir filmes e séries, fazer exercícios físicos e atividades manuais, como desenho, pintura e artesanato. Ouvir músicas, manter intercâmbios virtuais, fazer chamadas de vídeo e ligações com amigos e familiares, jogar vídeo game, montar quebra-cabeças, também são algumas alternativas. É possível manter-se ativo e produtivo, mesmo estando em casa. Um outro ponto importante é entender que ficar em casa não é uma punição e, sim, uma medida preventiva para você e para o bem comum.

    Cuidado com as crianças e idosos – É importante criar uma agenda para as crianças, ocupando os seus horários com atividades que, provavelmente, fariam na escola, como leitura e jogos educativos. Os idosos também precisam de uma atenção especial. Eles devem ser solicitados e priorizados, pois têm perspectivas e necessidades peculiares. Conversar, escutar, compreender e estabelecer uma rotina solidária inclusiva é importante para que as limitações e alterações de rotina impostas pela pandemia diminuam a sensação de perda e impedimento, assim como os sentimentos negativos em relação ao novo contexto.

    Praticar meditação e relaxamento – A meditação é uma ferramenta valiosa e benéfica para quem sofre com ansiedade e está estressado, além de auxiliar no fortalecimento do sistema imunológico, pois quando a mente vai bem, o corpo fica mais fortalecido. Há vários aplicativos com meditações guiadas, disponíveis na internet, em sites especializados. Exercitar a respiração diafragmática durante cinco minutos, conjugada com o relaxamento progressivo por cerca de 20 minutos, pelo menos uma vez ao dia, ajuda também a relaxar e sentir-se melhor. O princípio dessa técnica é que relaxando os músculos é possível relaxar também a mente e aliviar os sintomas de tensão e ansiedade.

    Terapia – É uma grande aliada em diferentes momentos da vida e nesse período de pandemia não seria diferente, principalmente, se a pessoa apresenta níveis de ansiedade e estresse elevados, haja vista que poderá oferecer confiança e apoio, reorganizando os pensamentos e sentimentos, indicando alternativas viáveis para o enfrentamento diante da nova realidade.

    *com informações da assessoria

    Leia mais:

    Demanda por profissionais de psicologia impulsiona o mercado

    Está mal? Há escuta e acolhimento on-line durante a pandemia no AM

    Suicídio: ansiedade pela perda de entes queridos leva ao desespero